Para famíliade Patrícia Acioli, há mais militares envolvidos

A família da juíza Patricia Acioli recebeu com desconfiança a notícia de que seus assassinos foram identificados. Para Humberto Nascimento, primo da magistrada, as conclusões apresentadas "não batem" com a investigação independente da família. Nascimento acredita que outros policiais participaram e afirma que houve "apoio logístico e acobertamento do 7.º BPM (São Gonçalo) e do 12.º BPM (Niterói) na execução de Patrícia".    

Alfredo Junqueira / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2011 | 00h00

 

 

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"Acho que estão botando na conta deles. Eles já iam pegar 30 anos de cadeia pelo assassinato que tentaram transformar em auto de resistência", disse Nascimento. "É muito estranho que só hoje (ontem) a polícia tenha feito busca e apreensão das armas do 7.º BPM", argumentou.

Atos. "São peixes pequenos. Queremos saber quem mais está envolvido. Para a família, alguém deu a ordem que eles cumpriram", disse Márcia Acioli, de 44 anos, irmã da juíza, depois da missa em homenagem a Patrícia, promovida pela Associação dos Magistrados do Brasil, na Igreja da Candelária, no centro. Ontem, além da missa na Candelária, foram realizados vários atos em memória de Patrícia. Na Praia de Icaraí, em Niterói, a ONG Rio de Paz plantou uma árvore, batizada com o nome da juíza, e acendeu centenas de velas. /COLABOROU FÁBIO GRELLET

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