Tasso Marcelo/AE
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Para família, juíza foi morta por quadrilha que ela ainda julgaria

Parentes acreditam que execução tem relação com algum processo em andamento e descartam tese de crime passional

Bruno Boghossian e Pedro Dantas / RIO, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

A família da juíza Patrícia Acioli, executada com 21 tiros quinta-feira em Niterói (RJ), cobrou a investigação de grupos criminosos que seriam julgados por ela nos próximos meses. Parentes acreditam que ela foi morta a mando de quadrilhas que respondem a processo na 4.ª Vara Criminal de São Gonçalo.

"Acreditamos que há relação com algum julgamento futuro", disse Humberto Nascimento Lourival, primo da juíza. "A família não trabalha com a hipótese de crime passional. Seria muito cômodo para o Estado afirmar isso", completou, em alusão à informação de que o namorado de Patrícia, o PM Marcelo Poubel, a teria agredido duas vezes.

Entre os processos sob responsabilidade de Patrícia Acioli estavam acusações contra policiais, milícias e grupos de extermínio. A primeira audiência que seria comandada pela juíza nesta semana, marcada para ontem, envolve o policial civil aposentado Luiz Jason Tosta Pereira, acusado de participar de cinco homicídios e integrar um grupo de extermínio na região. A sessão do júri popular será remarcada. Em audiências anteriores, o policial negou as acusações. O advogado do réu não foi encontrado para comentar o processo.

A Divisão de Homicídios pretende cruzar dados entre os réus das principais ações sob responsabilidade de Patrícia e as informações recebidas pelo Disque-Denúncia. Uma força-tarefa formada por três juízes começou a analisar os casos sob responsabilidade de Patrícia para avaliar possíveis ligações entre os réus e o assassinato. / COLABORARAM TIAGO ROGERO e FÁBIO GRELLET

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