Felipe Resk/Estadão
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Para evitar filas e atrasos, Aeroporto de Congonhas abre uma hora antes

Check-in das companhias aéreas começou às 4 horas com o objetivo de agilizar a entrada de passageiros; às 9h30, não havia retenção na aérea de embarque

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2016 | 11h17
Atualizado 20 Julho 2016 | 15h57

SÃO PAULO - Para evitar que as filas dos dias anteriores se repetissem, o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, abriu as portas uma hora mais cedo nesta quarta-feira, 20. O check-in das companhias aéreas começou às 4 horas para agilizar a entrada de passageiros e diminuir transtornos provocados pelas novas regras de fiscalização.

Congonhas chegou a registrar fila na área de embarque no início da manhã, horário de maior fluxo, mas a situação já estava normalizada a partir das 7h20. Mais tranquilo, o cenário foi diferente da segunda-feira, 18, o primeiro dia das novas regras. Na ocasião, o salão de embarque acabou tomado por filas e alguns passageiros perderam o voo.

De 151 voos previstos em Congonhas até as 15h, não foi registrado nenhum cancelamento e apenas um avião atrasou, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Agora, a Infraero estuda abrir mais cedo o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, onde também houve transtornos. Sem grande impacto com as mudanças, os outros aeroportos da rede não vão passar por alteração de horário.

O sistema de som de Congonhas avisava sobre as mudanças na fiscalização. Pelo alto-falante, era pedido para retirar o notebook da bagagem de mão e colocar na bandeja ao passar pelo raio X - medida que antes só acontecia em voos internacionais. Também alertava que algumas pessoas podiam passar por revista física. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não divulgou o critério de escolha para inspeção.

Mais cedo. Por volta das 9h30, não havia retenção na aérea de embarque do aeroporto e a fila para passar do portão não chegava a cinco minutos. Por orientação da Anac, os passageiros devem chegar com duas horas de antecedência aos aeroportos brasileiros, mesmo para voos domésticos.

Os transtornos dos dias anteriores, no entanto, fizeram muitos deles anteciparem ainda mais a ida a Congonhas. Com viagem marcada para João Pessoa, na Paraíba, a cabeleireira Sandra Lins, de 48 anos, chegou quatro horas antes da decolagem. "E olha que eu moro do lado do aeroporto", diz. "A gente viu que a situação estava terrível, então tive medo de perder o voo."

O músico Rogério Midlej, de 44 anos, também resolveu se prevenir e chegar três horas antes do embarque para Brasília, onde mora. "Troquei muitas mensagens com amigos que viajaram e todos disseram que estava um caos", afirma o passageiro, que nem sequer tinha mala para despachar.

No saguão de embarque, Midlej procurava na tela a confirmação do voo. "Cheguei tão cedo que ainda não está aparecendo o meu", ri. "É uma precaução necessária. Não posso perder o avião e deixar de trabalhar."

Com viagem do filho marcada para Belo Horizonte, em Minas Gerais, a pesquisadora Grace Zauza, de 42 anos, chegou com 1h40 de antecedência, menos do que a recomendação. Mas não enfrentou problemas. "Ele é menor de idade e viajou acompanhado. Não pegamos fila", diz.

Segurança. Para o presidente da Associação de Amigos e Moradores de Moema (Amam), José Roosevelt Júnior, a abertura mais cedo dos portões em Congonhas é "compreensível". "Eu mesmo perdi voo recentemente por causa de desorganização de check-in", afirma. "O impacto no entorno não é tão grande."

Roosevelt Júnior, no entanto, se diz preocupado com os passageiros que vão chegar mais cedo ao aeroporto. "A partir do momento em que você antecipa o check-in, tem de ter mais estrutura de segurança. Quem chega às 4h está mais suscetível a assaltos ou outros problemas do tipo", diz.

 

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