Para especialistas, medida pode incentivar nova vida

O projeto de lei aprovado ontem pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado é um "passo interessante" para retirar as mulheres vítimas de violência doméstica do "círculo vicioso das agressões", segundo especialistas. "Um dos grandes motivos que levam essas vítimas a continuar vivendo com o agressor é não ter independência financeira. Por não terem dinheiro para viver sozinhas, nem mesmo manter seus filhos, ficam em casa, muitas vezes ainda sofrendo maus-tratos. A vítima tem medo de ficar desamparada", disse a defensora pública Ana Paula Meirelles, coordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública de São Paulo. "Esse auxílio tem de ser encarado como um incentivo para que a mulher deixe o agressor, saia de casa e possa aprender um ofício e iniciar uma vida nova."

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h02

Para os especialistas, após definir a ajuda financeira, o Estado deve acompanhar as vítimas. "O desafio é que o governo ajude a mulher a conseguir emprego, a entrar em curso técnico, ou outra iniciativa nesse sentido, para que ela não fique dependente do auxílio. Como qualquer fundo, é necessário fiscalização", disse a presidente da Comissão da Mulher da OAB-SP, Fabiola Marques. "É importante que a mulher saiba que é uma ajuda temporária e ela deve aproveitar para iniciar uma nova fase."

Para a presidente do Conselho Estadual da Condição Feminina, Rosemary Correia, o projeto "ajudará duplamente" a vítima. "Auxiliará a mulher a decidir sair de casa e permitirá que inicie uma nova fase da vida", disse. / VITOR HUGO BRANDALISE

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