Para especialistas, faltam recursos e políticas públicas

O Estatuto do Idoso ainda precisa de efeito prático, segundo especialistas. Entre as críticas, estão a falta de políticas públicas e a indefinição de fontes de financiamento para os benefícios. "Os parentes são cobrados pelo abandono do idoso, mas o Estado não é responsabilizado pela escassez de equipamentos públicos", avalia a demógrafa do Ipea Ana Amélia Camarano, que fez um estudo sobre os dez anos da lei.

O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2014 | 02h01

Para Glícia Thaís de Miranda, presidente da Comissão Especial da Criança, do Adolescente e do Idoso da OAB, o Estatuto não foi efetivamente implementado nas esferas estaduais e municipais. "Os conselhos (municipais de idosos) são órgãos de filantropia, que ainda mantêm uma mentalidade de caridade", afirma. Ela cita alguns avanços conquistados, como o direito ao atendimento preferencial e à meia-entrada.

Biel Rocha, secretário de promoção e defesa dos direitos humanos e presidente do Conselho Nacional do Idoso (CNI), admite o problema. O orçamento do CNI foi de R$ 4,4 milhões em 2013. "Há pouca sensibilização." / F.B. e V.V.

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