Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Para economizar água, USP suspende lavagem de muros e pátios

Outra medida estudada é a reativação de poços artesianos na Cidade Universitária, além da captação de água da chuva

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2014 | 03h00

A prefeitura do câmpus Butantã da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital, suspendeu a lavagem de vias, muros, pátios, pontos de ônibus, lixeiras e veículos, até que o nível do Sistema Cantareira volte ao normal. A instituição também reforçou a inspeção nas redes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para rastrear possíveis vazamentos.

O apoio na rega de gramados e jardins e na produção de mudas e vasos no viveiro também foi temporariamente interrompido. Esses serviços, segundo a prefeitura, consomem 16 mil litros diários de água de reúso da Raia Olímpica, que já perdeu bastante volume nos últimos meses, em que a quantidade de chuvas foi menor. Desde que as medidas foram colocadas em prática, há algumas semanas, o gasto de água da Raia já está sendo redimensionado de acordo com a nova demanda. 

A prefeitura do câmpus também está estudando a reativação de poços artesianos na Cidade Universitária, além da captação de água da chuva. Levantamentos internos do órgão, que já haviam começado no fim do ano passado, antes do auge da crise hídrica, identificaram sete poços na região. A estimativa da prefeitura é de que existam pelo menos dez. A capacidade de vazão de cada poço e a viabilidade econômica de exploração da água ainda serão analisadas. 

As ações integram um projeto mais amplo, o Câmpus Sustentável. Um dos seus objetivos é melhorar o manejo de recursos hídricos na Cidade Universitária até 2018.

Interior. No câmpus da USP em Piracicaba também foram tomadas medidas para frear os gastos com água. Segundo boletim interno da unidade, do fim de outubro, a “Guarda Universitária diminuiu a lavagem das viaturas, reduzindo o consumo mensal de água em 83%”. 

A Seção de Parques e Jardins ainda cortou pela metade a frequência de uso do caminhão-pipa na irrigação de áreas ajardinadas. Plantas também foram trocadas por espécies menos dependentes de água. Por dia, o câmpus de Piracicaba consome um milhão de litros de água tratada, diz o boletim. 

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