Para economistas, confusão deve puxar preços para cima

Especialistas dizem, no entanto, que é difícil precisar de quanto será a alta

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

17 Março 2014 | 21h41

O tumulto causado nos armazéns da Ceagesp deve aparecer na inflação, afirmam economistas. O quebra-quebra pode afetar a oferta dos produtos e puxar os preços para cima no curtíssimo prazo. Embora seja difícil quantificar o impacto dos protestos e de uma possível cobrança na inflação, fato é que ocorrem num período de forte pressão nos preços dos alimentos, provocada por choques de oferta decorrente da falta de chuvas. "Com os preços nas alturas, não há momento melhor (para o repasse)", disse o economista Fábio Romão, da LCA Consultores.

Para o economista Paulo Picchetti, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ainda é difícil precisar o impacto da eventual retomada da cobrança no estacionamento e de possíveis problemas de abastecimento. Ele lembra que os preços dos alimentos continuam acelerando. No IPC-S da segunda leitura de março, o grupo Alimentação avançou a 1,59%, ante 1,17% na primeira quadrissemana, conforme a FGV.

A economista Basilki Litvac, da MCM Consultores, diz que a confusão de sexta-feira deixou alguns locais desabastecidos. "Acredito que esse evento ajude a sustentar as cotações, que já vêm elevadas por causa da questão climática", disse. /DENISE ABARCA E MARIA REGINA SILVA

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