Para diminuir reuniões, condomínios da Grande SP investem em gestão online

Para reduzir e simplificar as intermináveis reuniões de condomínio, cada vez mais síndicos da Grande São Paulo têm recorrido à internet. De acordo com a Lello Condomínios, maior administradora de edifícios da Região Metropolitana, nos últimos quatro anos o número de acessos a seu portal aumentou 17 vezes - de 2,6 mil para 44,9 mil por mês.

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2010 | 00h00

"Entro no site diariamente", diz o matemático Arnaldo Telles Junior, de 46 anos, síndico há seis de um prédio na Mooca, zona leste da capital. "Facilita muito a administração."

Atualmente, quase todas as administradoras de condomínios oferecem essa ferramenta online. "É uma tendência. Os condomínios colocam como pré-requisito essa interface tecnológica na hora de contratar a administradora", afirma o diretor de Condomínios do Sindicato da Habitação (Secovi), Sérgio Meira de Castro Neto - ele próprio dono de uma administradora, a Cassiporés Imóveis. "Isso acontece porque mudou o perfil do síndico. Não há mais aquele sujeito de pijama, aposentado. Hoje em dia, o síndico é jovem e trabalha. Ele não tem tempo para administrar o condomínio."

Segundo levantamento da Lello - com a amostragem de 1,3 mil edifícios - a maior parte desses profissionais (56%) está atualmente na faixa dos 31 aos 49 anos. E a tendência é de rejuvenescimento: dois anos atrás, esse número estava em 50%; em 2002, não chegava a 30%. "A tecnologia acaba se tornando ferramenta essencial para que o síndico consiga administrar seu condomínio", acredita Márcia Romão, gerente da Divisão de Atendimento ao Cliente da Lello.

"Preferimos que nossa comunicação com o síndico seja sempre por e-mail", afirma Hubert Gebara, vice-presidente do Secovi e proprietário da Hubert Condomínios. "Assim, o que se determina fica documentado. É melhor do que telefone."

Hi-tech. Morador de um condomínio em Santo Amaro, zona sul, o publicitário Diogo Freitas Rocha, de 29 anos, conta que graças à tecnologia tem conseguido participar da vida do condomínio. "As reuniões ocorrem em horários que conflitam com meu trabalho. Como há quatro anos temos um síndico hi-tech, passo minhas sugestões por e-mail."

Síndica há três anos de um prédio no Brooklin, zona sul, a advogada e administradora Sandra Ruiz, de 61 anos, orgulha-se de ter informatizado a gestão condominial. "Se não fosse pela internet, não teria condições de conciliar minha vida profissional com a função de síndica."

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