Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Para Dilma, crise não será revertida a curto prazo

No Maranhão há brigas até mesmo entre secretários escalados para cuidar do drama no Presídio de Pedrinhas

BASTIDORES: Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2014 | 02h00

O governo Dilma Rousseff avalia, nos bastidores, que a situação dos presídios no Maranhão é de "descontrole total" e não tem perspectiva de que a crise seja revertida a curto prazo. Em conversas reservadas, auxiliares da presidente Dilma dizem que os conflitos em Santa Catarina diminuíram porque o governador Raimundo Colombo gerenciou pessoalmente a crise.

Eles não veem, porém, a mesma sintonia com Roseana Sarney (PMDB). No Estado comandado pela filha do senador José Sarney (PMDB-AP), aliado do Palácio do Planalto, há disputas e brigas por todos os lados, até mesmo entre secretários escalados para cuidar do drama no Presídio de Pedrinhas. A resistência a programas propostos pelo governo Dilma também atinge os mutirões de Defensoria. Além disso, até hoje o governo não conseguiu mapear com segurança as facções que dominam Pedrinhas.

O Planalto já prevê mais desgate para Roseana, com possível pedido de intervenção federal a ser encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Mesmo com dificuldades para ser aprovado pelo Supremo, o pedido criará mais problemas na relação entre Dilma e a governadora. A presidente quer o apoio da família Sarney na campanha da reeleição e pisa em ovos para administrar a crise. Para piorar, sua relação com Roseana nunca foi das melhores. No ano passado, a governadora ameaçou romper com Dilma só porque ela esqueceu de citar seu nome, na convenção do PMDB. Avisada, Dilma pediu desculpas em público e corrigiu a "gafe".

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