Para digestão fácil, com pipoca e refrigerante

É uma equação mundial. A dominação dos Multiplex ultrapassa fronteiras. Em todo o mundo, os conjuntos de salas estabeleceram um conceito vitorioso. O cinema nos tempos da mundialização. Os Multiplex trabalham basicamente com lançamentos e o grande lucro vem da venda de pipoca e refrigerante. A ideia é que o espectador, se perdeu o filme que queria ver, termine assistindo ao que estiver disponível, no horário mais próximo. Raros lugares, no planeta, fogem a esse esquema. Paris é uma exceção.

Crítica: Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2010 | 00h00

A França é um dos mercados que resistem à dominação maciça de Hollywood. Existe todo um circuito formatado para a produção norte-americana, e o público gosta, mas em Paris existe outro circuito de arte e ensaio que está sempre resgatando clássicos ? em versões restauradas ? ou então exibindo títulos novos, mas que sejam alternativos a Hollywood (produções da Ásia, da África, da América Latina).

Há uma distribuidora de filmes de arte na França, a Carlota. Antes do DVD, ela coloca seus clássicos em salas especiais. No Brasil, em São Paulo, a Versátil poderia, quem sabe, fazer a mesma coisa. As salas de rua quase não existem. O Belas Artes, ameaçado de fechar, busca uma forma de sobreviver. O Espaço Unibanco e a Reserva Cultural são isso mesmo, reservas para cinéfilos. Enquanto isso, nos Multiplex, já estão à venda os ingressos para o próximo exemplar da saga Crepúsculo ? que estreia em julho!

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