Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Para Dersa, tendência de piora diminuiu

Presidente destaca que aumento nos congestionamentos, em comparação com 2013, chegava a 45% antes do Rodoanel

Caio do Valle e Rafael Italiani , O Estado de S. Paulo

22 Setembro 2014 | 03h00

Para o presidente da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), Laurence Casagrande, a entrega do Trecho Leste do Rodoanel representou uma melhora no trânsito da cidade. “Fazendo uma análise simplista houve uma melhora. De fato, há um efeito positivo porque havia alguma coisa prejudicando o trânsito de São Paulo na ordem de 40%”, afirmou. 

Ele cita o próprio levantamento da CET, que aponta que o trânsito ficou 37% mais carregado em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em junho, a piora foi de 45% em relação a 2013. Casagrande afirmou que, com a entrega de mais uma fase do anel viário, a tendência de piora no trânsito diminuiu, chegando agora a 10%. “Piorou, mas em uma proporção muito menor do que antes. Isso é positivo. Se você inverte ou diminui uma tendência negativa, é positivo. Hoje a piora é em um degrau menor.” 

Ele acredita, porém, que os números da companhia paulistana levam a uma “análise simplista” da lentidão no trânsito na cidade de São Paulo, prejudicado também, segundo ele, por fatores como aumento da frota de veículos, faixas exclusivas de ônibus e ciclovias.

Para Casagrande, uma solução seria proibir o tráfego de caminhões nas Avenidas Jacu-Pêssego, na zona leste de São Paulo, e Papa João XXIII, em Mauá, no ABC, para que os veículos pesados passem a circular com maior frequência no Trecho Leste do Rodoanel. “A Jacu-Pêssego não foi feita para substituir o Rodoanel. Falta nela o que foi feito na Marginal do Pinheiros e na Avenida dos Bandeirantes com o Trecho Sul, portarias restringindo a circulação de caminhões”, afirmou.

Não é para carro. O secretário de Estado da Casa Civil e ex-secretário de Logística e Transporte, Saulo de Castro Abreu, ressaltou que o Rodoanel não foi feito para carros. “O motorista de carro não é para usar o Rodoanel, é para tirar caminhão (de dentro da cidade), senão vira uma Marginal”, afirmou. Ele também defende que as Avenidas Jacu-Pêssego e Papa João XXII tenham restrição para caminhões. Segundo Karla Bertocco Trindade, diretora-geral da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), os veículos de passeio estão usando mais o Rodoanel porque os prefeitos da região metropolitana não investem no viário municipal. “Só que o Rodoanel não foi projeto para mobilidade urbana, foi projeto para logística.”

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