Para delegado, perícia em celular incrimina acusada

Ontem, até 20h, duas testemunhas arroladas pela acusação já haviam sido ouvidas - uma terceira estava na lista. A pianista aposentada Odete Adoglio de Campos, de 85 anos, ainda mora no apartamento ao lado do coronel, nos Jardins, zona sul de São Paulo. Primeira a ser chamada, ela disse não se lembrar em detalhes do que ocorreu na época do crime, mas afirmou ter ouvido um "barulho estridente". "Estava sentada no sofá, assistindo à novela, por volta das 19h, quando ouvi um barulho forte, como se uma pilha de pratos tivesse caído. Depois, achei que era uma pedra que tinham jogado pela janela. Fui à cozinha, à janela, mas tudo estava em ordem."

O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2012 | 02h02

Questionada pelo juiz Bruno Ronchetti de Castro, Odete não soube confirmar a data do crime nem se o barulho era de tiro ou não, mas assegurou nunca ter ouvido som semelhante. Segundo a pianista, a notícia do crime foi recebida perto da meia-noite, pelo rádio. As incertezas sobre a autoria do assassinato, no entanto, foram descartadas pelo delegado da Polícia Civil Marco Antonio Olivato. A testemunha citou perícias nos celulares de Ubiratan e Renata Madi que colocam Carla no apartamento da vítima momentos antes do crime.

Olivato afirmou que, durante as investigações policiais, foi constatado que Carla usou o celular de Ubiratan para enviar um SMS ao celular de Renata. Ela teria a intenção de mostrar à delegada que estava com o coronel. "Mas, em depoimento, Renata disse que desconfiou do tom da mensagem e ligou para o coronel, mas foi Carla que atendeu", relatou o delegado, colocando a ré na cena do crime. De acordo com ele, um laudo ainda apontou que Carla fez uma ligação para o apartamento onde morava com a mãe, de dentro do apartamento do coronel, na noite de sábado.

Os dois. Para o promotor Calsavara, o testemunho é parte do conjunto de provas contra a ré. "Estavam os dois no apartamento. Ela saiu, ele não. A acusação não tem nenhuma dúvida sobre a autoria. Qualquer outra versão, de que ele morreu porque receberia R$ 1 milhão na segunda-feira, por exemplo, é fantasia.

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