Para delegado-geral, muita gente se 'aproveitou' para matar desafeto

Os homicídios em junho no Estado de São Paulo cresceram 27%, confirmando a tendência de piora registrada desde março. Foram 396 casos, que vitimaram 434 pessoas. No semestre, o crescimento foi mais modesto: 8,3%.

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2012 | 03h02

Desde 2000, a queda dos assassinatos vinha sendo apontada como o principal resultado da política de segurança pública. Em 1999, as taxas de homicídio eram de 35,3 por 100 mil no Estado. Em 2011, a queda foi de 72%, quando o Estado registrou 10 casos por 100 mil habitantes.

O crescimento da violência se concentra na capital e Região Metropolitana, que teve 13,5% mais homicídios no semestre em relação aos seis primeiros meses de 2011. Os latrocínios no Estado também confirmaram a piora: em junho, o aumento foi de 9,1%.

Em compensação, o Estado registrou leve queda no semestre, de 1,7%, nos casos de roubo seguido de morte. Já casos de extorsão mediante sequestro apontam, no primeiro semestre, redução de 32,35% em comparação a 2011. Foram 23 casos, ante 34 no mesmo período do ano passado. Na comparação semestral, é a menor taxa desde 2002, quando houve 199 casos no semestre.

Para Marcos Carneiro Lima, delegado-geral da Polícia Civil, muita gente se aproveitou da confusão das mortes de policiais para matar desafetos impunemente. "É o que mostram algumas investigações." Segundo ele, os casos a mais registrados no mês, apesar de terem atenção da polícia, não representam situação fora de controle. "São 39 casos, diante de uma população de 11 milhões. São relativamente poucos casos a mais." / B.P.M.

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