Para coronel da PM, restaurantes têm de gastar mais com segurança

Chefe de batalhão da área de Higienópolis diz ainda que, além de analisar comida e higiene, cliente deve se preocupar com vigias e câmeras

O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2012 | 03h03

Para o tenente-coronel João Luiz Campos, comandante do 7.º Batalhão da Polícia Militar, responsável por Higienópolis, os restaurantes precisam investir mais em segurança. E os clientes têm de começar a escolher os locais de almoço e jantar levando em consideração também as câmeras e vigias de que dispõem.

"Escolha o lugar como um todo. Pela comida, pela qualidade da limpeza, pelo atendimento, mas escolha o local também pelo bairro, pela rua e pela estrutura que ele oferece. Veja se o restaurante que você frequenta tem câmeras, segurança patrimonial, portas de segurança. Tudo isso deve ser considerado."

O comandante do 7º BPM disse também que o valor cobrado pelos restaurantes deve se refletir em segurança. "Não vendem só comida. Vendem também atendimento, ar-condicionado e segurança."

Segundo ele, o público que frequenta os restaurantes de Higienópolis é o alvo preferido dos assaltantes, por andar com celulares, relógios valiosos e outros objetos. Ele admite que ninguém gosta de ficar em restaurante com um vigia observando tudo, mas muitas vezes é preciso ver o "custo-benefício" disso. "As pessoas, por vezes, para evitar gastos ou porque acham que aquilo é constrangedor, evitam os seguranças e as câmeras. Isso sempre é visualizado pelo malfeitor. O criminoso vai olhar esse tipo de coisa. As quadrilhas vão agir onde estiver mais fácil."

Segundo o coronel, a Rua Sergipe não era, até então, um local que representava preocupação para a Polícia Militar - os dois restaurante que sofreram arrastão ficam em um raio de 300 metros do quartel. Ele explicou que o policiamento é destacado a partir dos boletins de ocorrência e reuniões com os conselhos de segurança. "Polícia nenhuma no mundo consegue resolver tudo."

Além do deslocamento no efetivo, o coronel disse que conversou com o sindicato de bares e restaurantes para fazer seminários alertando como se proteger em situações como os arrastões. / WILLIAM CARDOSO

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