Para coordenadora, ''forçar a internação não resolve''

Dentro da Prefeitura, existem posições divergentes em relação à aposta da atual gestão no aumento da internação compulsória. A coordenadora do Programa de Saúde Mental, Álcool e Drogas da Prefeitura, Rosângela Elias, afirma que as internações compulsórias e involuntárias atualmente só são feitas quando colocam em risco a vida do próprio paciente ou de terceiros. Ela defende que o critério seja mantido. "O resultado é melhor quando a criança quer se tratar. Forçar a internação não resolve."

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2011 | 00h00

O secretário especial de Direitos Humanos da Prefeitura, José Gregori, também acha fundamental que na abordagem ao dependente exista a criação de um vínculo e o tratamento seja acompanhado de uma relação de confiança com o agente municipal. "Esse enfoque médico no tema da internação compulsória é um debate bizantino. É preciso ter um lado meio São Francisco de Assis para fazer o trabalho. A palavra pode estar meio fora de moda, mas é importante que haja amor para dar certo."

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