Para consumidor, lojas de Congonhas são caras

Preço de estacionamento também não agrada aos usuários; restituição de bagagem ganhou nota 3, em ranking de zero a 5

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2013 | 02h02

Os viajantes também deram notas de 0 a 5 a diversos serviços oferecidos nos aeroportos - a pior avaliação foi a do preço das lanchonetes e das lojas, consideradas caras. Santos Dumont, no Rio, e Congonhas receberam notas 1,6 e 1,8 nesse quesito. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) promete, para os dois aeroportos, lanchonetes populares com preços "amigáveis" em itens básicos, como o cafezinho e o pão de queijo. A primeira loja desse gênero foi inaugurada em Curitiba no ano passado.

A lanchonete popular do Santos Dumont ainda não foi licitada, mas está prevista para sair neste ano. A de Congonhas já deveria estar pronta desde o mês passado, mas a empresa que ganhou a licitação alegou que o espaço dado no aeroporto foi menor que o prometido. A Infraero rompeu o contrato e vai chamar a segunda colocada.

O preço dos estacionamentos também ganhou nota baixa, principalmente os de Brasília (R$ 31 a diária ), Cumbica (de R$ 33 a R$ 45) e Confins (R$ 30). Cumbica e Brasília - ambos já sob operação da iniciativa privada quando a pesquisa foi feita - também são considerados os piores no quesito conforto de embarque, que envolve desde bancos para sentar até a disponibilidade de fingers (pontes de embarque). Congonhas e Galeão também não estão entre os preferidos.

Habitué da ponte aérea São Paulo-São José do Rio Preto (SP), a empresária da área de eventos Ana Paula Junqueira Franco, de 32 anos, vem toda semana à capital paulista. Mas, segundo ela, o avião nunca para no finger. "Acho que é algo com esse voo, a gente sempre tem de pegar um ônibus para ir e voltar do avião", conta. "Como venho para cá fazer tratamento médico, é ainda mais cansativo."

Os gargalos clássicos de Cumbica, como a fila da imigração, o atendimento na aduana e a demora para pegar a bagagem de volta, também estão contemplados na pesquisa. A velocidade na restituição de bagagem ganhou nota 3 dos passageiros, a mais baixa entre os 15 aeroportos pesquisados. O acesso à internet sem fio também é considerado ruim - ganhou nota 2 em Cumbica, mesmo sendo gratuito.

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