Para coibir corrupção policial, Rio terá viaturas com câmeras

Governador anunciou a medida pelo Twitter após PMs pedirem R$ 10 mil para liberar atropelador do filho de atriz da Globo

Talita Figueiredo / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2010 | 00h00

O governador do Rio e candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou ontem, no Twitter, que todos os novos carros que forem adquiridos pela Polícia Militar terão câmeras. O tema voltou à tona depois da suposta cobrança de propina de dois PMs a Rafael Bussamra, de 25 anos, atropelador confesso do filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, de 18.

No ano passado, a Assembleia Legislativa do Rio aprovou uma lei que determinava a instalação de câmeras de áudio e vídeo nos carros da PM. O governador a vetou por não haver indicação de onde sairia o dinheiro, mas a Assembleia derrubou o veto. "A lei era inconstitucional. Entretanto, a ideia é boa. Por isso, em todas as novas compras de viaturas teremos as câmeras. Vale lembrar como eram os carros da PM até a nossa chegada: um desastre", escreveu o governador, ao explicar o motivo do veto.

Propina. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Mario Sérgio de Brito Duarte, afirmou que os PMs cometeram um "ato criminoso" que justifica a "expulsão" da corporação. Os PMs tiveram prisão preventiva decretada anteontem pela Justiça Militar e devem ser ouvidos hoje pela delegada Bárbara Lomba, da 15.ª Delegacia de Polícia.

O sargento Marcello José Leal Martins e o cabo Marcelo de Souza Bigon, acusados de liberar o carro envolvido no acidente e tentar extorquir R$ 10 mil de Bussamra, foram transferidos durante a madrugada de ontem para a Unidade Prisional da Polícia Militar, localizada em Benfica, no subúrbio do Rio.

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