Para cardiologista, diminuição é insuficiente e deveria ser maior

Para o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de promoção de saúde cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a redução de sódio proposta no acordo é insuficiente. "O problema é que um mesmo tipo de alimento tem diferentes teores da substância, dependendo do fabricante. E o governo define as metas de redução a partir dos maiores valores."

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2013 | 02h03

Segundo Machado, tal prática faz com que muitos produtos não sofram alterações. "Fabricantes que já utilizavam menos sódio em seus produtos não terão de reduzir nada e poderão até aumentar o porcentual. O ideal é que as metas de redução tivessem sido definidas a partir da média dos valores atuais."

Hipertensa há 33 anos, a dona de casa Francisca dos Santos, de 85, aprova a redução do sódio dos alimentos. "Sempre gostei de comer um salaminho, queijo, mortadela, mas desde que descobri a doença, tive de reduzir o consumo. Vou continuar comendo pouco, mas já fico mais tranquila por saber que o sal nesses alimentos está sendo diminuído", afirma ela, que toma medicamento para hipertensão duas vezes por dia.

Francisca conta que os filhos sempre checam a informação nutricional dos alimentos quando fazem compras com ela. "Sigo as recomendações médicas, tanto é que nunca fui internada com crises e espero continuar assim."

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