Para Alckmin, atos de protesto na Paulista foram 'absurdos'

Descontentes com o aumento da tarifa dos transportes, manifestantes fecharam avenidas, invadiram shopping e causaram depredação; movimento promete novo ato nesta sexta

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

07 Junho 2013 | 13h28

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta sexta-feira, 7, que a manifestação ocorrida na noite de quinta-feira contra o aumento das tarifas de transporte coletivo - que culminou em depredações na Avenida Paulista e estações do Metrô - foi "absurda".

"É preciso deixar claro que não é aceitável o que foi feito, é um absurdo sob todos os pontos de vista. Uma atitude totalmente absurda e a polícia tem que agir, a polícia não pode se omitir", afirmou o tucano após um evento no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi.

Questionado sobre suposta ação truculenta da Polícia Militar, que usou bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersar os manifestantes, Alckmin disse que haverá apuração. "A polícia sempre apura. Toda a ação da polícia é filmada. A própria polícia tem um sistema de acompanhamento. Ela tem expertise."

Ainda segundo o governador paulista, "é dever da polícia proteger a população" e o patrimônio público.

Na ação da polícia, 15 pessoas acabaram presas. Alckmin foi questionado, mas não respondeu se o preço da passagem do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) poderá um dia baixar em vez de subir. Essa é a reivindicação das pessoas que protestaram nas ruas do centro e na Avenida Paulista.

No dia 2, a tarifa de metrô, trem e ônibus municipal de São Paulo subiu de R$ 3 para R$ 3,20. O aumento é considerado abusivo pelos manifestantes, que argumentam que os únicos beneficiados com o reajuste serão os empresários detentores das companhias privadas contratadas pela Prefeitura para manter o serviço de ônibus da cidade. Para os passageiros, dizem, ainda restará um serviço desconfortável, com superlotação e atrasos dos coletivos.

Afif. Outro assunto tratado por Alckmin foi a viagem da comitiva brasileira rumo à França, na próxima semana, para defender a candidatura de São Paulo como sede da feira Expo 2020.

Alckmin disse que ainda não está definido se ele viajará - isso, apesar de faltarem poucos dias para o compromisso oficial. A ausência precisa ser publicada com antecedência no Diário Oficial do Estado. Se o tucano acompanhar a comitiva, assumirá por alguns dias o governo do Estado o vice Guilherme Afif Domingos(PSD), que no mês passado se tornou ministro da Micro e Pequena Empresa no governo federal.

O acúmulo dos dois cargos tem gerado discussões e polêmica em torno de sua legalidade, com deputados estaduais questionando a permanência de Afif como vice.

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