Para advogado, grupo é exemplo

Leonardo Carvalho de Campos afirma que as acusações contra a seita são absurdas e integrantes vivem em 'coletividade e igualdade'

O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h00

O advogado Leonardo Carvalho de Campos - que não faz parte da seita - afirma que as seis associações de agricultura comunitária são "exemplo para a região". "As acusações são um absurdo. Não há seita, são pessoas que vieram conviver em coletividade e igualdade".

O estatuto de uma das associações ao qual o Estado teve acesso afirma que o objetivo da entidade é dar "vida digna" e praticar agricultura de subsistência. Quem quer sair tem de assinar um documento de "demissão", ressaltando que não tem nada a contestar ou reclamar.

Campos afirma que as associações já foram absolvidas de processos de pessoas descontentes e desmente que a maioria dos membros tenha vendido a casa para doar ao grupo. "A maioria nem casa tinha, morava em favelas." Disse ainda que todas as fazendas são abertas à imprensa.

Não foi a realidade que o Estado encontrou. Em uma fazenda em Minduri, a reportagem foi recebida com silêncio. Um integrante se limitou a dizer que não estava autorizado a dar entrevista. Mulheres e crianças se esconderam. Em uma fábrica na mesma cidade, a reação foi a mesma.

A seita já foi alvo de investigação da Polícia Federal em 2005, quando mudou de São Paulo para Minas. Na época, diz o advogado, a polícia não conseguiu provar nada. A defesa das associações nega ligação com Araújo, fundador do grupo. O Estado não conseguiu localizar o pastor.

Curiosidade. Em Minduri, uma das cidades com maior presença, a seita causa curiosidade. Vizinhos relatam que pessoas que trabalham numa malharia do grupo nunca conversam com ninguém. / A.R.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.