Para advogado de Elize, armas eram o problema do casal

Advogado da família da vítma reafirma que crime foi premeditado; defensor da assassina confessa diz que não houve planejamento

estadão.com.br

11 de junho de 2012 | 13h31

O crime de Elize Matsunaga não foi premeditado, afirmou à rádio EstadãoESPN Luciano Santoro, advogado da assassina confessa do marido, Marcos Matsunaga. Também à EstadãoESPN o advogado da família da vítima, Luiz Flávio Borges D'Urso, afirmou que um reverendo, "orientador espiritual do casal", teria advertido Marcos de que a presença de Elize em um apartamento com armas - ele era colecionador - era um risco à vida do executivo. Segundo D´Urso, a advertência indica que houve premeditação.

Santoro também lembrou o arsenal doméstico do casal. Para ele, as armas "municiadas e preparadas para tiro" eram o "grande problema" da família. Santoro reafirma a tese de crime passional, fruto de "uma sucessão de fatos que levaram ao desfecho trágico".

De acordo com o advogado, Elize disparou contra Marcos depois de uma discussão em que ele ofendeu o "pai falecido", a humilhou e disse, em tom de ameaça, que revelaria à Vara da Família que Elize havia sido garota de programa, para tentar impedir que ela ficasse com a guarda da filha de 1 ano do casal. Na narrativa de Elize, Marcos também a agrediu com um tapa, diz Santoro.

O defensor disse que hoje a filha dos Matsunaga passa bem e está sob cuidados de uma tia de Elize no apartamento do casal. Santoro disse que os delegados que acompanham o caso devem pedir a prisão preventiva de Elize, mas ele tentará que ela aguarde o julgamento em liberdade.

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