Papelarias e afins comemoram a volta dos arquitetos

Impulsionado pelo grande número de escritórios de arquitetura, o comércio da Rua General Jardim mudou. Há papelarias e centros de xerocópias de sobra, que oferecem serviços de plotagem - impressões usadas para plantas arquitetônicas.

, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2010 | 00h00

Esse cenário deu vida nova à rua. "Quando viemos para cá era diferente", conta o arquiteto Gustavo Cedroni, do escritório Metro. "Era vazio e perigoso."

Os serviços facilitam a vida. "As melhores papelarias estão ao lado", comenta a arquiteta Anna Ferrari. E ainda provocam encontros inusitados. "Em véspera de concursos, encontramos concorrentes na fila da "plotagem"", diz o arquiteto Martin Corullon.

Essas histórias são bem conhecidas por Márcio dos Santos, dono de uma firma de cópias. Ele é a quarta geração do negócio, que existe há mais de 40 anos. "Nos anos 90, só dava travesti e prostituta por aqui", recorda. "A região melhorou muito de 2004 para cá. Os escritórios voltaram."

Sua clientela aumentou. Entre seus fregueses, 22 escritórios de arquitetura são fixos - pagam por mês. Outros dez usam os serviços esporadicamente. "E há ainda os estudantes da região."

Na paralela Major Sertório funciona uma das muitas papelarias que também atendem por lá. Mais que uma papelaria, uma loja de produtos de arte. Ali é possível encontrar tudo que é tipo de papel, lápis, caneta e pranchetas.

Mas, pranchetas? Alguém ainda usa pranchetas para projetar? "Todo estudante compra uma", afirma a gerente da loja, Jane Santos. / E.V. e F.V.

Outras ruas especializadas

Alameda Gabriel Monteiro da Silva: decoração

Rua da Consolação: lustres e luminárias Rua Melo Alves: artigos infantis

Avenida Bem-Te-Vi: calçados e bolsas Rua Florêncio de Abreu: eletrônicos

Rua Santa Ifigênia: eletrônicos

Rua Teodoro Sampaio: instrumentos musicais

Rua São Caetano: trajes de casamento

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