Pânico de vazamento

Cabral+20

Tutty Humor, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2012 | 03h03

A Polícia Federal decidiu fazer no Rio uma reconstituição da célebre festinha protagonizada pelo governador Sérgio Cabral e pelo empreiteiro Fernando Cavendish em Paris. Será no Copacabana Palace assim que chegarem da França os guardanapos de linho branco improvisados pela comitiva como lenços de cabeça na dancinha após o jantar.

Ter mãe é...

O novo iPad chegará ao Brasil na sexta-feira da semana que vem! A tempo, portanto, de você passar a noite na fila para fazer bonito no almoço do Dia das Mães. Que Deus me perdoe, mas eis aí um bom motivo para quem não tem mãe não ficar se lamentando na data!

A regra é clara

Zagueiro do Guarani já sabe como marcar Neymar: "Vou entregar a Deus!" - confessa Domingos. Não há nada, salvo engano, sobre carrinho por trás nos 10 Mandamentos.

Queda festejada

Enfim uma boa notícia para quem sofre com engarrafamentos: a indústria automobilística brasileira botou nas ruas em março menos 28.072 carros em comparação com o total de veículos comercializados no País no mesmo período de 2011.

Levado da breca

O ministro Guido Mantega está naqueles dias! Propôs à presidente Dilma unir o útil ao agradável: "Eu seguro o câmbio e você mexe com a poupança!" Danadinho!

O psicanalista de Fernando Collor anda tentando discretamente, sem que ele perceba, mandar recados aos demais membros da CPI do Cachoeira. Pede que não contrariem o senador alagoano quando que ele entrar em pânico com supostos "vazamentos" de qualquer natureza. O sintoma tem se manifestado a cada sessão deliberativa da Comissão.

Parlamentares governistas e de oposição reunidos para a abertura do inquérito logo perceberam algo de estranho na obsessão do ex-presidente pelo sigilo nos trabalhos.

Collor ameaça cotidianamente seus pares e a imprensa: se pegar uma mísera informaçãozinha escorrendo pelos cantos da CPI para os jornais, o "responsável terá punição pelo rigor da lei".

Vamos combinar que uma sala cheia de gente empenhada em quebrar sigilos uns dos outros é o pior dos mundos para um homem atormentado com a possibilidade de toda espécie de vazamento.

É bem provável, inclusive, que essa angústia o acompanhe desde a mais tenra infância, coisa que o terapeuta do senador não comenta por questão de ética profissional.

Seja como for, não custa nada todo mundo dar um desconto às coisas que o Collor diz na CPI.

Entrada franca

Caetano Veloso não devia ter deixado divulgar a reuniãozinha que vai

promover em sua casa no próximo sábado com o pré-candidato do PSOL a prefeito do Rio, Marcelo

Freixo. O que tem de artista no calçadão dizendo "pinta lá" pros amigos, capaz de rolar até confusão na porta!

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