Pamplona terá polo científico e planetário

Casarão na Bela Vista será restaurado para compor complexo de Física da Unesp; endereço vai abrigar também torre comercial

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2013 | 02h03

Um casarão da época dos barões do café será restaurado para compor um centro científico em plena Rua Pamplona, na Bela Vista, região central de São Paulo. De propriedade da Fundação Instituto de Física Teórica, o imóvel será rodeado por um planetário, um prédio para pesquisas acadêmicas e uma torre comercial de 28 andares e 364 salas comerciais. Com potencial de venda projetado em pelo menos R$ 200 milhões, o projeto deve ser concluído no fim de 2015.

Segundo a Brookfield, incorporadora responsável pela obra, um terço do terreno de 6 mil metros quadrados será preservado e aberto ao público. O acesso será feito tanto pela Pamplona quanto pela Rua Silvia - uma passarela de vidro permitirá que usuários caminhem pela área e usufruam todo o conjunto de prédios a ser erguido no local.

Com exceção da torre de escritórios, o empreendimento - que recebeu o nome comercial de Praça Pamplona - terá a administração da fundação, cuja sede funciona no casarão desde 1951. A entidade planeja receber no local pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras para se tornar um centro científico no segmento. "Teremos três espaços distintos. O planetário terá capacidade para até 130 pessoas e poderá funcionar como cinema, teatro e palco para eventos e pequenos shows. O casarão vai abrigar uma livraria e um café, além de um centro social, para ensinar Física e Matemática a crianças carentes. Já o prédio destinado à realização de pesquisas receberá alunos e professores universitários", explica o vice-presidente da fundação, Gerson Francisco.

Sociedade. A Praça Pamplona é resultado de uma parceria acertada entre a Brookfield e a Fundação Instituto de Física Teórica, com o aval dos órgãos do patrimônio histórico - isso porque o casarão do início do século passado é tombado. "Esse projeto funciona como uma sociedade. A construção dos elementos extras foi negociada com a fundação, que terá unidades da torre comercial. Viramos sócios", afirma Ricardo Laham, diretor de negócios da empresa.

Do ponto de vista arquitetônico, o projeto visa a criar uma harmonia entre o moderno e o antigo, representados no projeto pela torre comercial e pelo casarão, respectivamente.

O uso de fachadas de vidro e a criação de vãos e passarelas que conectam os ambientes devem facilitar a integração entre os diferentes estilos arquitetônicos, assim como ocorreu na construção do Pátio Malzoni. O megaprédio comercial erguido na Avenida Brigadeiro Faria Lima fica bem ao lado de um casa bandeirista, que também foi restaurada pela Brookfield.

"Nesse caso em especial, a integração entre os usos público e privado será mais acentuada do que no Itaim, uma vez que o casarão da Pamplona será aberto e terá café e livraria", completa Laham. As vendas das salas comerciais começam até o fim do mês e as obras, em um prazo de seis meses.

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