Palmeiras terá de fazer estudo sobre arena

Avaliação de propagação de som na região é uma das exigências feitas por conselho para liberar ampliação de estádio para 45 mil pessoas

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2010 | 00h00

Não foi ontem que o Palmeiras conseguiu a última licença necessária para o início das obras da Arena Palestra Itália. O projeto de R$ 300 milhões, em análise desde abril de 2007 na Prefeitura, agora depende de um novo estudo sobre o impacto da ampliação do estádio na vizinhança.

A solicitação foi feita ontem pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) e atendeu a uma reivindicação do Conselho de Segurança Comunitário (Conseg) de Perdizes feita ao Ministério Público Estadual há duas semanas. O novo documento será elaborado pelo Departamento de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Verde. O relatório de impacto no trânsito foi aprovado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no dia 20 de abril.

Uma das novas exigências é uma avaliação da propagação do som na região do estádio. Moradores dizem temer o barulho dos shows que o clube pretende organizar na futura arena, que terá a capacidade ampliada de 25 mil para 45 mil pessoas. "Se hoje o trânsito já é insuportável, imagine o que vai ser de nós em dias de shows? Vai ser impossível o morador dormir perto da Rua Turiaçu", afirma Anna Sales, presidente do Conseg.

O Palmeiras também terá de explicar por onde e como será a entrada de caminhões da obra no estádio. São 12 as exigências que o clube vai receber até terça-feira. A relação completa não foi divulgada pelo Cades. "Já podemos providenciar a análise da acústica imediatamente após chegar os questionamentos. Acho que não haverá atrasos", afirma o diretor de Planejamento do Palmeiras, José Cyrillo Júnior.

Os dirigentes palmeirenses esperam poder iniciar a obra até novembro. Por causa do projeto da arena, os jogos do time de futebol no Campeonato Brasileiro já foram transferidos para o Pacaembu e parte das quadras de tênis foi demolida. Ontem, o Cades aprovou o projeto de manejo de 180 árvores na área dentro e no entorno. Em troca, o Palmeiras promete plantar 1.100 mudas na região.

Contrapartidas. Outras exigências já foram aceitas pelo Palmeiras como condição para a liberação das obras. Entre elas estão alargar em 1 metro a Avenida Francisco Matarazzo, reformar o Viaduto Antártica e melhorar a sinalização de 22 ruas da Pompeia, na zona oeste. Para minimizar o trânsito no entorno, o Palmeiras também terá de fazer a reconfiguração da Praça Marrey Júnior, na esquina da Avenida Sumaré com a Rua Turiaçu; o alargamento da Rua Padre Antônio Tomás e a revitalização da Passarela Arrancada Heroica de 1942. Se não cumprir as medidas, não receberá licença de funcionamento da arena.

Principal obra de contrapartida, o alargamento da Francisco Matarazzo vai ocorrer num trecho de 500 metros de extensão, entre os Viadutos Antártica e Pompeia. A via passará a ter quatro faixas, em vez das três atuais. A exigência da Prefeitura é para evitar o estrangulamento da principal ligação do eixo Lapa-Pompeia com o centro. O trânsito na região é sempre complicado em dias de jogos e eventos e em horários de pico.

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