Palco do massacre, escola de Realengo retoma hoje atividades

No período da tarde, oficinas culturais darão início à readaptação dos alunos do colégio onde 12 estudantes foram mortos

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2011 | 00h00

As atividades na Escola Municipal Tasso da Silveira, palco do massacre de 12 crianças pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira no dia 7, serão retomadas na tarde de hoje, com oficinas de arte e eventos culturais para ajudar na readaptação dos alunos. As aulas regulares só devem voltar em duas semanas.  

 

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Segundo a direção da instituição, os estudantes das turmas do 8.º e do 9.º anos serão os primeiros a retomar os estudos.

Duas das vítimas do massacre que escaparam com ferimentos e ainda estão se recuperando, Carlos Matheus Vilhena de Souza e Alan Mendes da Silva, ambos de 13 anos, encaram a volta de modos distintos. Alvo de três tiros, Alan já avisou aos pais que quer estar no colégio hoje. Já Carlos Matheus vai ficar em casa.

"O Carlos Matheus ainda está com muita dor. De início, ele disse que não voltaria, mas agora aceitou. Ele não quer perder o ano", explicou Carla de Souza, de 31, mãe de Carlos. "Além da dor física, tem todo o aspecto psicológico. Ele viu várias amigas sendo mortas na sua frente." Alex Sandro Ferreira da Silva, de 33, pai de Alan, disse que o filho ainda inspira cuidados, mas "já passou pelo colégio depois que saiu do hospital" e "quer voltar".

Atirador. O corpo de Wellington de Oliveira continua no Instituto Médico Legal. A família tem até quinta-feira, fim do prazo de 15 dias após sua morte, para liberar o corpo. Caso contrário, ele será enterrado pelo Estado como "corpo não reclamado". / COLABOROU SOLANGE SPIGLIATTI

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