Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Palco de massacre em Suzano, escola Raul Brasil será reaberta em abril

Secretário da Educação visitou colégio nesta segunda-feira, 9, e disse que obras atrasaram por causa das chuvas

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

09 de março de 2020 | 11h17

SÃO PAULO - O retorno das aulas na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, onde há um ano dois ex-alunos mataram oito pessoas, está previsto para abril. A informação é do secretário da Educação, Rossieli Soares, que visitou as obras do local na manhã desta segunda-feira, 9. De acordo com ele, houve atraso no cronograma da obra por conta das chuvas, mas 90% já está concluído.

A escola registra atualmente 1.072 matrículas, 10% a mais do que os 970 alunos que estudavam em 2019, quando Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, invadiram o prédio armados e mataram sete pessoas. O empresário Jorge Antônio Moraes, tio de um dos atiradores, já havia sido alvejado pouco antes na loja onde trabalhava, uma locadora de carros. Ele morreu no hospital. Os dois agressores também morreram. O crime aconteceu no dia 13 de março.

A obra, que vai entregar 21 salas reformadas e dois prédios novos, com espaço para funcionários, custará cerca de RS 3,1 milhões. De acordo com o secretário da Educação, um grupo de empresas contribui para a reforma.

Hoje, os alunos estão tendo aulas em colégios da região, mas devem voltar ao Raul Brasil depois da instalação do novo mobiliário, previsto para estar na escola na primeira semana de abril. A entrada, por onde os assassinos invadiram a escola, será fechada. O acesso de alunos e visitantes será feito por uma rua lateral. De acordo com o secretário, artistas locais e o muralista Eduardo Kobra farão intervenções de arte na escola. Kobra já confirmou o interesse em participar do projeto. 

De acordo com Sandra Regina Ramos, mãe do aluno José Vitor Ramos Lemos, hoje com 19 anos, sobrevivente do ataque, a família mudou-se do bairro e o filho, que cursava o segundo ano, pediu para mudar de escola. "Ele mantém o sorriso no rosto, mas não gosta de falar do assunto", contou Sandra em entrevista ao Estado.  José Vitor escapou da morte, depois de ser golpeado por Luiz Henrique, com uma machadinha cravada no ombro. Mesmo ferido, correu para ser atendido no Hospital Santa Maria, vizinho da Escola. 

 

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