Palácio à espera de revitalização

Por fora, a nova pintura de cores vibrantes dá a impressão de que a antiga sede do governo estadual na Avenida Rio Branco, no centro, foi reformada. Mas o Palácio Campos Elísios, um dos marcos arquitetônicos da época áurea do café, segue vazio e sem utilização. Sua reforma foi anunciada em 2008 - a intenção era que o local virasse uma subsede do governo, para ajudar na revitalização do centro. A obra ficou pela metade e o governo agora cogita fazer um museu no local.

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2011 | 00h00

1. Qual é a importância da reforma do Palácio dos Campos Elísios, anunciada em 2008?

Além da preocupação com o patrimônio histórico, o local é um dos símbolos das mudanças vividas pelo centro. O Campos Elísios foi o reduto dos barões do café até o início do século 20. A degradação começou com a mudança da elite para bairros mais afastados - como Higienópolis, Jardins e depois Morumbi. A mudança da sede do governo para esse último bairro na década de 1960 foi crucial para o abandono da área, onde hoje fica a cracolândia.

2. Foi por isso que o governo decidiu começar a reforma?

Sim. A principal motivação era transformar o antigo palácio em uma subsede do Palácio dos Bandeirantes para receber visitas de outros países. O ex-governador José Serra (PSDB) pretendia despachar uma vez por semana no palácio, como forma de ajudar a revitalizar as ruas degradadas do entorno.

3. No que consistia a reforma?

O governo queria reformar a fachada, remodelar o espaço interno para criar uma nova residência oficial e conectá-lo a vários palacetes nos quarteirões próximos, formando uma espécie de esplanada - outros órgãos estaduais poderiam funcionar nesses locais. A Avenida Rio Branco seria fechada ao tráfego naqueles quarteirões e um túnel seria construído para o tráfego de veículos.

4.O que saiu do papel?

Apenas a restauração da fachada, ao custo de R$ 5 milhões, finalizada em maio. Agora, os trabalhos estão paralisados e, segundo o Estado apurou, há uma indefinição sobre a nova função do palácio. A ideia da subsede do governo está sendo abandonada e, agora, o governo cogita fazer do local um museu.

5.Já há prazo definido para a nova fase da restauração do palácio?

Ainda não, pois depende do governador Geraldo Alckmin (PSDB) bater o martelo sobre a questão. Já se sabe que a segunda fase da reforma, que vai abranger as instalações internas, deve custar cerca de R$ 20 milhões. Já a revitalização do entorno e a esplanada não fazem mais parte dos planos.

A QUEM RECLAMAR

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