Pais da vítima afirmam que jogador da Portuguesa já havia agredido Flávia

Eles descartaram hipótese de suicídio já que filha já tinha aparecido com hematomas há duas semanas

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

02 de agosto de 2011 | 19h14

SÃO PAULO - Os pais da estudante Flávia Anay de Lima, de 16 anos, afirmaram ontem que o namorado dela, o jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20, já havia a agredido há cerca de duas semanas. Os dois relataram que Flávia aparecera com hematomas em outras oportunidades e dizem não acreditar na hipótese de suicídio. Flávia morreu na madrugada de domingo ao cair do apartamento no 15.º andar do prédio onde moravam com o atleta, na Vila Carrão, zona leste de São Paulo.

A dona de casa Luara Adriana de Lima, de 38 anos, e o marido, o empreiteiro Francisco Carlos Lima, de 42 anos, falaram na tarde de ontem com jornalistas, ao lado advogado Ademar Gomes, que assumiu o caso. "Ontem (segunda-feira) enterrei minha filho, hoje sou eu que morro", disse a mãe. Tanto Luara quanto o marido afirmam que nos últimos meses houve vários casos em que ele bebia demais

"Ela me ligou e falou ‘mãe, vem pra cá porque ele está bêbado, que comer a gilete e boca está toda ensanguentada", detalhou Luara. "Depois ela "mãe, vem pra cá porque el está me batendo’. Ele queria sair de casa, mas pelo estado de alcoolismo ela não queria deixar.

A jovem morreu ao cair do 15º do prédio onde morava com o namorado na madrugada do domingo. Embora inicialmente registrado como suicídio, a delegada seccional Elisabete Sato abriu inquérito por morte suspeita em função de alegar desordem no apartamento e de ter encontrado marcas de sangue espalhadas no local.

No dia do acontecimento, a polícia encontrou uma cadeira próxima à janela, o que sustentou o primeiro registro da ocorrência.

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