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Pai que matou filha de quatro anos é condenado a 24 anos de prisão

Suspeito vai para o presídio de Tremembé, onde está preso desde março de 2017

O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 06h53

SÃO PAULO - O auxiliar administrativo Ricardo Krause Esteves Najjar, acusado de matar a filha de quatro anos por asfixia em dezembro de 2015, foi condenado por homicídio na madrugada desta quinta-feira, 1, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Após duas sessões, a pena foi definida em 24 anos, 10 meses e 20 dias. 

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Cinco testemunhas de acusação e três de defesa foram ouvidas. Ricardo Krause vai voltar para a prisão de Tremembé, a 138 quilômetros de São Paulo, na região do Vale do Paraíba. Ele já estava lá desde março de 2017. 

Em entrevista a canais de televisão após a sessão, o advogado da mãe de Sophia, Alberto Zacharias Toron, afirmou que considerou a condenação justa. "Foi um crime brutal, covarde, cruel, marcado por muitos predicados negativos que a juíza reaçou bem", disse. Já o defensor de Najar, Antônio Ruiz Filho afirmou que o caso foi um "acidente doméstico" e que vai recorrer. 

Relembre. Em 2015, a Polícia Civil concluiu que a menina Sophia, de 4 anos, foi assassinada pelo pai. Ela foi encontrada morta com um saco plástico na cabeça no dia 2 de dezembro, no apartamento do pai, na zona sul de São Paulo.

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No início, havia suspeita de a criança ter sufocado acidentalmente. Laudos do Instituto Médico-Legal (IML), porém, apontam que ela foi vítima de agressão, mas descartaram abusos sexuais.

Segundo os exames, Sophia morreu sufocada por esganadura, teve o tímpano esquerdo estourado, sofreu um edema cerebral e ficou com 21 hematomas espalhados pelo corpo. A principal suspeita é que ela tenha sido assassinada após contrariar o pai. 

Em depoimento, Najjar afirmou que encontrou a menina caída depois de sair do banho. Ele teria posto a criança sobre a cama e só então tentado tirar o saco que a sufocava. Ao perceber que havia sangramento no rosto de Sophia, ele teria ligado para pedir socorro.

Os policiais, no entanto, contestam a versão do suspeito.

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Os dados do telefone de Najjar mostram que ele teria ligado primeiro para o pai, depois para a namorada e só depois para o Samu. Segundo Elisabeth Sato, diretora do DHPP, o auxiliar administrativo não chorou nem esboçou nenhum tipo de reação durante os depoimentos. “Estamos convictos da autoria”, disse.

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