Pai é suspeito de matar filha de 5 meses em São Paulo

Ajudante-geral teria discutido com a esposa; criança morreu vítima de traumatismo craniano

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

10 de julho de 2008 | 01h33

O ajudante-geral Alexandre José da Silva, de 34 anos, foi preso e indiciado, no final da noite de quarta-feira, 9, sob a acusação de matar a filha de 5 meses na residência da família, na região de Cidade Líder, zona leste da capital paulista. Ele foi autuado por homicídio doloso (quando há a intenção de matar). Silva será transferido para o 49º Distrito, de São Mateus, e possivelmente encaminhado nesta quinta-feira, 10, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Segundo a polícia, no final da tarde de quarta-feira, Alexandre dirigiu-se até a residência de parentes, onde estavam a esposa, Simone Socorro Padoan, de 24 anos, e a filha, Isabelly Padoan da Silva. O ajudante-geral estaria alcoolizado. Após discutir com Simone e ameaçar agredi-la, o ajudante pegou a criança à força e foi para casa, localizada na Rua Palmeira Laca, na Favela do Jardim Eliane. Horas depois, a menina foi levada pelo pai aos pronto-socorro de Vila Nhocuné, com hematomas no rosto e na cabeça. A criança acabou morrendo vítima de traumatismo craniano. A polícia foi acionada e deteve Alexandre. Ao delegado Rodrigo Rocha, no 66º Distrito Policial, ele disse que chegou em casa com a criança, pegou no sono e, quando acordou, viu que Isabelly passava mal. Desesperado, teria pego a menina no colo e correu para levá-la ao hospital, quando tropeçou e caiu com ela no chão, o que teria causado os ferimentos na cabeça da filha. A versão não convenceu a polícia e Alexandre foi autuado em flagrante.

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