Pai é preso e confessa estupro de filha de 13 anos em Batatais

Mãe da menina denunciou o caso após desconfiar do marido; adolescente estaria grávida do próprio pai

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2008 | 15h30

Depois de três anos de estupros e ameaças de morte à filha de 13 anos, D.N.S., de 49 anos, que estava desempregado, foi preso em flagrante no domingo, em Batatais, na região de Ribeirão Preto. A menina G.N.S. está grávida de oito meses e nunca revelou à família quem seria o pai. Um exame de DNA foi feito, no Instituto Médico-Legal (IML) de Franca, e poderá confirmar o estupro e também a paternidade da criança. O caso veio à tona após a mãe, uma ajudante de costura, desconfiar do marido e conversar com a filha. D. disse que estava arrependido e confessou o crime. Ele está preso na Cadeia de Pedregulho.   Veja também: Polícia procura suspeito de violentar criança de 10 anos Inquérito investiga acusação de pedofilia contra deputado Confira a cartilha online da SaferNet Como denunciar a pedofilia e proteger seus filhos na web  A cartilha do governo para prevenção da exploração Todas as notícias sobre pedofilia    Na sexta-feira, ao chegar em casa, a mulher de D. estranhou o fato da porta estar fechada e o marido demorar a abri-la. E, ao abrir a porta, ela notou que D. estava suado. No dia seguinte, a mãe conversou com G. e a filha explicou que, nos últimos três anos, o pai a havia estuprado, pelo menos quatro vezes por semana, e sem uso de preservativos. Para evitar que a menina revelasse a violência à mãe, o pai a ameaçou. Ele disse que a mataria e que, depois, os "manos" - os vizinhos do bairro Matadouro, na periferia, o mais violento da cidade - o matariam, pois não o perdoariam. O casal tem quatro filhos e os dois menores recebiam dinheiro para irem ao bar comprar doces enquanto o pai abusava sexualmente da filha.   A mãe denunciou o caso no domingo, no Plantão Policial, sem que o marido e a filha soubessem. Mas, para confirmar a informação, uma equipe policial foi buscá-la em casa. A menina disse que o pai a havia estuprado novamente meia hora antes. Então, exame de corpo de delito e de DNA foram feitos. A menina disse que não sabe quem seria o pai da criança que está esperando, pois teve relação sexual com um rapaz, que também não informou quem seria. O delegado José Arnaldo Andreotti Júnior aguarda o laudo do IML, que sai em até 30 dias, para fechar o inquérito.   A DDM de Batatais teve outro caso de estupro nos últimos dias. Na quinta-feira passada, um adolescente de 16 anos estuprou uma vizinha de 23. O menor, que mora há três meses na cidade e teve passagens por violências sexuais contra crianças em Pernambuco, está numa cela especial da Cadeia Feminina da cidade, aguardando vaga numa das unidades da Fundação Casa.

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