Pai e irmã de Alexandre Nardoni deixam DP após depoimento

Os dois depoimentos fazem parte dos quatro considerados essenciais pela polícia para finalizar o inquérito

Carolina Freitas, da Agência Estado,

23 de abril de 2008 | 22h26

Antonio e Cristiane Nardoni, pai e irmã de Alexandre Nardoni, deixaram o 9º Distrito Policial por volta das 21h15 desta quarta-feira, 23. Eles chegaram ao local por volta das 16h20, onde prestaram depoimento sobre a morte da menina Isabella, que caiu do 6º andar do prédio onde Alexandre mora com a mulher, Anna Carolina Jatobá, e dois filhos. Os dois depoimentos fazem parte dos quatro considerados essenciais pela polícia para finalizar o inquérito   VEJA TAMBÉM Depoimentos de avô e tia de Isabella são adiados novamente Avô de Isabella diz que polícia ignora provas importantes Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella    Alexandre Nardoni e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, estão indiciados pela morte da menina. O avô Antonio e a tia Cristiane foram ouvidos na condição de testemunhas. Antonio, que depôs durante uma hora e meia, das 19h30 às 21 horas, recebeu na noite do crime o telefonema do filho Alexandre informando a morte da menina que, segundo a versão dada à polícia, foi provocada por uma terceira pessoa que teria invadido o apartamento.   Cristiane depôs durante duas horas, das 17h25 às 19h25. Com o depoimento dela, a polícia pretende esclarecer os comentários que ela fez depois de receber um telefonema e ouvir a notícia de que Isabella havia morrido. Segundo algumas testemunhas, ela teria dito "meu irmão fez uma besteira", quando soube da morte da sobrinha.   Segundo fontes da polícia, tanto Cristiane como o seu pai negaram ter feito alterações na cena do crime ou lavado uma fralda que teria manchas de sangue de Isabella. Sem prestar declarações à imprensa, eles deixaram o 9º DP em um carro da família, que foi atingindo por golpes de bolsa desferidos pelo aposentado João Mendes da Silva, de 67 anos, um dos populares que se postavam em frente à unidade policial.   Silva foi detido para averiguação e, segundo a polícia, será elaborado um boletim de ocorrência não criminal.

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