Pai do padrasto viu aplicador de insulina na cama de Joaquim

Dimas Longo, pai de Guilherme Longo, acrescentou uma informação ainda inédita em seu depoimento e que pesa contra o suspeito

Rene Moreira, Especial para O Estado

12 Setembro 2014 | 21h24

FRANCA - Terminaram no início da noite desta sexta-feira,12, os depoimentos de 14 testemunhas previstas para ocorrer no decorrer do dia no Fórum de Ribeirão Preto com relação ao Caso Joaquim. Um dos depoentes, Dimas Longo, pai do padrasto Guilherme, acrescentou uma informação que, para o Ministério Público, tem peso importante contra o principal suspeito pela morte do menino.

Ele contou que ao chegar à casa da família, na manhã do crime, antes até da polícia, viu uma caneta de aplicar insulina sobre a cama da criança. Para o promotor Marcos Túlio Nicolino, a declaração reforça a tese de que o padrasto Guilherme Longo matou Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, com uma dose excessiva do remédio, enquanto o garoto ainda dormia, vindo a jogar o corpo no córrego perto da residência.

De modo geral, o Ministério Público considerou que os depoimentos todos reforçam a denúncia de que o padrasto foi o assassino, enquanto a mãe da criança, Natália Ponte, teria sido omissa nos cuidados com o filho.

O advogado de defesa do padrasto, Antônio Carlos Oliveira, disse que não há elementos para incriminar o seu cliente. Segundo ele, o Ministério Público não tem provas para comprovar um homicídio doloso, como consta na denúncia.

Natália Ponte e Guilherme Longo não foram interrogados pela Justiça. Seus advogados conseguiram fazer com que possam depor somente após todas as testemunhas. Duas ainda não foram ouvidas, ambas ligadas a clínicas onde o padrasto esteve internado para se tratar da dependência de drogas. Longo está preso em Tremembé (SP) e Natália aguarda ao julgamento em liberdade.

Joaquim Ponte Marques sumiu de sua casa em Ribeirão Preto e cinco dias depois seu corpo foi localizado boiando no Rio Pardo, em Barretos (SP). Longo é réu na ação porque, na versão da polícia e do Ministério Público, teria matado a criança - que era diabética - com uma dose excessiva de insulina e jogado o corpo no córrego perto de sua casa e que vai desaguar no Rio Pardo.

Mais conteúdo sobre:
Caso JoaquimFrancaSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.