Marianna Holanda/Estadão
Marianna Holanda/Estadão

Pai de homem que ejaculou em passageira defende a prisão do filho

Em entrevista a jornal, aposentado afirmou que Diego Novais é violento e "é perigoso uma pessoa dessa ficar solta"

Sara Abdo, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2017 | 06h53

SÃO PAULO - O pai de Diego Ferreira Novais, acusado de ejacular em passageira de ônibus em São Paulo que já foi liberado pela Justiça, defende que o filho seja preso. "É perigoso que uma pessoa dessa fique solta, e o delito que ele pratica não é justo", disse o aposentado de 65 anos, que preferiu não se identificar ao ser entrevistado pelo Jornal do SBT.

"Em casa não posso ficar com ele. Ele é muito forte e agressivo". Desde que Novais foi solto, ainda na quarta-feira, o paradeiro dele é desconhecido. "Acho que viajou pra Bahia. Se ficar aqui os caras matam ele", diz o pai, que estava acostumado a receber o filho na periferia da zona sul de São Paulo, onde mora. 

O episódio de terça-feira, 29, entra na lista de mais de 14 envolvimentos em crimes de abuso sexual. Em 2009, aos 19 anos, o ajudante-geral foi detido pela primeira vez, na delegacia da Lapa (zona oeste). Depois, novos registros começam em 2011 e vão até o caso de terça-feira. Por duas vezes, ele foi preso por flagrante de estupro. Mas os casos acabaram enquadrados como ato obsceno e Novais foi solto, como aconteceu na quarta-feira, 31.

A audiência sob custódia, que liberou Novais, foi feita pelo juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto. Na sentença, o magistrado afirmou que não viu possibilidade de enquadrár Novais por estupro por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” no caso.  

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