Pai de Bernardo pede separação de madrasta e abre mão de bens

O médico Leandro Boldrini, de 38 anos, pediu ao advogado Jáder Marques que encaminhe ação de dissolução de união estável que mantém com a enfermeira Graciele Ugulini, de 32, e disse ao defensor que quer abrir mão dos bens do filho Bernardo em favor da avó materna do garoto, Jussara Uglione.

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

06 Maio 2014 | 02h03

Bernardo foi encontrado enterrado em um matagal, em Frederico Westphalen, a 80 km de Três Passos, onde morava, no dia 14 de abril. O pai, a madrasta e uma amiga dela, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, estão presos temporariamente, até 13 de maio, prazo de conclusão do inquérito. Graciele admitiu que o garoto morreu em suas mãos, mas alegou que o motivo foi ingestão acidental de calmantes que deu a ele.

Edelvânia confessou ter ajudado a ocultar o cadáver, mas diz que não participou do "evento morte". Boldrini sustenta que é inocente. A polícia considera que os três participaram do crime.

O advogado disse ainda que o médico vai pedir que Graciele fique sem direito a qualquer valor e vai lutar pela guarda da filha de um ano e meio que tem com a enfermeira.

Desde que assumiu a causa, Marques vem sustentando que Boldrini desconhecia a participação da mulher no desaparecimento da criança. Os policiais que levaram a notícia relataram que ele reagiu com frieza. O advogado de Graciele, Vanderlei Pompeo de Mattos, diz que ela inocentou o médico, em depoimento na semana passada.

Mãe. O advogado Marlon Balbon Taborda, representante da avó de Bernardo, Jussara Uglione, vai pedir à Justiça a reabertura do inquérito que investigou a morte da mãe do menino, Odilaine Uglione, em 2010.

Odilaine estava se separando de Boldrini e a polícia concluiu que ela se suicidou dentro da clínica do médico.

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