Pai acredita que filho está vivo na Nova Zelândia

Brasileiro está desaparecido desde 4ª, quando caiu de penhasco; família diz que ele deveria ter voltado ao Brasil em julho, mas prorrogou intercâmbio

LAURIBERTO BRAGA , ESPECIAL PARA O ESTADO , FORTALEZA, O Estado de S.Paulo

10 Agosto 2012 | 03h02

O economista Célio Fernando Bezerra de Melo, pai do estudante cearense João Felipe Martins de Melo, desaparecido anteontem no mar da Nova Zelândia, mantém a esperança de que o filho seja encontrado vivo, mesmo com as autoridades neozelandesas dizendo que essa possibilidade é difícil. "Ele pode estar em alto-mar vivo", disse, com lágrimas nos olhos.

Melo destaca que o filho é forte fisicamente e, por ter o hábito de praticar esportes radicais, pode ter conseguido chegar a alguma ilha da região.

"A Nova Zelândia está fazendo o máximo para resgatar os desaparecidos. Mas eu acredito que o Felipe tenha conseguido se salvar por ser forte", afirmou o pai. "Ele é um cara danado. Aposto que chegou a alguma ilha vivo", afirmou o pai.

Aos 17 anos, João Felipe fazia intercâmbio no Colégio Spotswood, na cidade de New Plymouth, na Nova Zelândia, há oito meses. Na quarta-feira passada, praticava escalada com outros estudantes em um penhasco do Parque de Paritutu, quando caiu no mar com outros dois adolescentes.

"Ele chegou lá no início deste ano e faria esse intercâmbio até julho agora, mas tinha conseguido prorrogar até outubro, quando voltaria ao Brasil", disse Bezerra de Melo.

Segundo informações colhidas por familiares do estudante, que estão em contato direto com a Embaixada do Brasil na Nova Zelândia, um instrutor que acompanhava o grupo ainda tentou salvá-los, mas só conseguiu resgatar um dos três alunos. Além de João Felipe, estão desaparecidos dois neozelandeses.

Melo conta que as autoridades neozelandesas aumentaram as equipes de buscas e não há indício de que os estudantes tenham batido em pedras durante a queda. Isso aumenta a fé da família de que João Felipe será resgatado com vida.

Vigília. Um tio do estudante embarcou para a Nova Zelândia para acompanhar as buscas. Na Praia de Iracema, em Fortaleza, cidade onde vive a família, amigos planejavam vigília e orações para a noite de ontem.

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