Pai abusou de adolescente durante três anos, em Sorocaba

Adolescente de 14 anos vinha sendo estuprada pelo pai desde os 11, no bairro de Pinhalzinho, em Capão Bonito

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

11 Janeiro 2009 | 20h42

Uma adolescente de 14 anos vinha sendo estuprada pelo pai desde os 11 anos de idade no bairro rural de Pinhalzinho, em Capão Bonito, região de Sorocaba. Para escapar da violência, ela aceitou trabalhar como empregada doméstica e passou a morar na casa dos patrões, no Parque Manchester, em Sorocaba, distante 125 km de sua casa.   De acordo com a garota, o pai dizia que tinha câmeras escondidas e que as imagens da violência sexual seriam vendidas no exterior. Os estupros tiveram início em janeiro de 2005 e perduraram até o final do ano passado, quando a menina se mudou. Segundo ela, sua mãe tinha conhecimento da violência, mas não denunciava por medo do marido. Uma ex-patroa da mãe da menor soube do caso e levou ao conhecimento do Conselho Tutelar de Sorocaba.   Na tarde de sábado, 10, os conselheiros levaram a menina ao plantão da Polícia Civil. A menina deu detalhes de como ocorriam os abusos sexuais. Ela disse ao delegado Luís Antonio Lara que, na maioria das vezes, o pai a levara para uma área de mata próxima, mas os ataques ocorriam também no quarto e outros cômodos da casa quando a mãe, empregada doméstica, não estava presente. A Delegacia de Defesa da Mulher deve pedir nesta segunda, 12, a prisão temporária do pai da menor. O homem, que não teve a identidade divulgada, é pequeno produtor rural, mas pode ter envolvimento com drogas. A garota passará por exames e vai receber atendimento psicológico.   A Polícia Civil vai investigar se houve realmente gravação das imagens da violência contra a menor e a possível ligação do acusado com redes de pedofilia. Os abusos sexuais contra crianças e adolescentes registrados pela Polícia cresceram 22% na região de Sorocaba em 2008, em comparação com o ano anterior. A maioria dos casos ocorreu no âmbito familiar. De acordo com a Polícia Civil, o aumento pode ser resultado do incentivo maior à denúncia contra esse tipo de crime.

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