Pagodeiro acusado de provocar morte da ex-mulher e tentar matar o filho vai a júri

Foragido desde 2010, o cantor Evandro Gomes Correia Filho vai comparecer ao tribunal, segundo seu advogado; crime ocorreu em 2008

Mônica Reolom, Estadão

07 Maio 2013 | 12h02

Atualizada às 16h34.

Após quase cinco anos do crime, o pagodeiro Evandro Gomes Correia Filho, acusado de provocar a morte da ex-mulher em novembro de 2008 e de tentar matar o filho, irá a júri popular nesta quarta-feira (8), no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

O julgamento está previsto para começar às 13h com a presença do réu. O advogado do cantor, Ademar Gomes, confirmou que Evandro estará presente – ele está foragido desde 2010. O promotor do caso, Rodrigo Merli Antunes, também acredita na presença do cantor no julgamento. "Acho que ele vai aparecer. Eu encaro isso como uma última cartada, a cartada de mestre. Se ele não aparecer, já está condenado", afirmou. Se Evandro não comparecer, o júri não terá a fase do interrogatório e o músico será julgado à revelia.

Segundo o Tribunal de Justiça, a previsão é de que os trabalhos sejam finalizados em três dias. Um dos depoimentos mais aguardados é o do filho do pagodeiro, hoje com 10 anos.

Entenda o caso

Evandro Gomes Correia Filho é acusado de matar a ex-mulher, a operadora de caixa Andréia Cristina Nóbrega Bezerra, e de tentar matar o filho dos dois, Lucas, à época com 6 anos.

No dia 18 de novembro de 2008, mãe e filho caíram do 3º andar do prédio onde moravam em Guarulhos, na Grande São Paulo. O garoto parou sobre uma marquise, quebrou o maxilar e sobreviveu; Andréia caiu na calçada em frente ao edifício e morreu.

A polícia afirma que Andréia jogou o filho pela janela e se atirou em seguida para tentar preservar a integridade física dos dois, após serem ameaçados por Evandro.

Aproveitando-se da lei eleitoral, que impede a prisão de procurados cinco dias antes da eleição e até 48 horas depois, o pagodeiro concedeu entrevista no escritório de seu advogado em outubro de 2010 e causou revolta no Judiciário e no Ministério Público. De peruca, barba e bigode postiços, o músico negou ter matado a ex-mulher. Desde então, ele permanece foragido.

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