Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Pagamento de desapropriação também atrasa

Proprietários reclamam que governo do Estado não cumpriu com os prazos e, mesmo assim, mantém a ordem de despejo

Edgar Maciel, O Estado de S. Paulo

01 de março de 2015 | 05h00

Os atrasos nas obras viárias do Trecho Norte do Rodoanel também refletem no pagamento das desapropriações de moradores que serão retirados das áreas por onde a rodovia será construída. Os proprietários reclamam que o governo do Estado não cumpriu com os prazos de pagamento das indenizações e, mesmo assim, mantém a ordem de despejo.

Raimundo Gomes Pimenta, de 68 anos, e Francisca Bezerra Pimenta, de 69, moram em uma das 32 casas que serão desapropriadas no Jardim Corisco, na zona norte de São Paulo, próximo do Parque da Cantareira. Segundo eles, as negociações começaram em 2012. Depois de muita discussão, a casa número 32 da Rua Tamom foi avaliada em R$ 90 mil. O valor deveria ser pago até o dia 27 de novembro, mas o dinheiro não entrou na conta do casal. “Demos entrada de R$ 10 mil em uma nova casa para fazer a mudança em dezembro e agora estamos correndo o risco de ficar sem o imóvel e o dinheiro”, reclamaram. 


Na casa ao lado, Elizabethe Regina de Lima, de 32 anos, desmontou todos os móveis há dois meses. A mudança foi abortada na última hora. “Não tenho cama, guarda-roupa. Estamos sem informação nenhuma de quando vão depositar.”

A Dersa afirma que o impasse será resolvido até a primeira quinzena deste mês. Segundo a empresa, o problema aconteceu por causa de uma ação judicial do proprietário que concentra os terrenos da região. A companhia decidiu que vai pagar os moradores apenas pelas benfeitorias feitas nos imóveis ou encaminhá-los para casas de reassentamento.

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