Padre Julio Lancelotti é vítima de extorsão em SP, diz polícia

À polícia, padre afirmou ter dado R$ 50 mil; jovens ameaçavam destruir a reputação do religioso

Camilla Haddad, Jornal da Tarde

16 de outubro de 2007 | 17h48

A Polícia Civil investiga uma quadrilha acusada de extorquir R$ 50 mil em três anos do padre Julio Lancelotti, da Pastoral do Menor e conhecido por ser um dos principais defensores dos direitos humanos em São Paulo.      As investigações mostram que pelo menos quatro integrantes do grupo exigia quantias que, inicialmente, eram de R$ 800, mas que nos últimos meses chegaram a R$ 20 mil.  Segundo o delegado do Setor de Investigações Gerais da 5ª Seccional (Leste), André Luiz Pimentel, dia 6 de setembro, o ajudante Everson dos Santos Guimarães, de 26 anos, foi preso em flagrante após receber R$ 2 mil do religioso.         A prisão dele foi feita na zona leste de São Paulo. Ainda de acordo com o delegado, o padre sofria ameaças de violência e também era ameaçado de ser dununciado sobre abusos sexuais a menores pelo grupo. Para Pimentel, Guimarães agia com Anderson Marcos Batista, sua namorada, Conceição Eleutério, além de Evandro Guimarães, irmão de Everson.          A Justiça decretou a prisão preventiva dos três acusados. À polícia, o padre alegou que ajudava os jovens, um deles ex-interndo da Fundação Casa (antiga Febem) a serem inseridos de volta a sociedade."O dinheiro usado pelo padre era de economias de muitos anos", afirma o delegado.

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