Sérgio Neves
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Padre faz abaixo-assinado contra parklet em Itaquera

O pároco argumenta que não houve consulta a respeito da instalação e também aponta que os bancos permanecem vazios durante o dia

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2016 | 03h00

SÃO PAULO - A Prefeitura nem bem começou a instalar os parklets municipais – cada subprefeitura receberá um – e parte da população já contesta os locais escolhidos. Em Itaquera, zona leste, a minipraça montada na frente do Largo da Matriz levou o padre Paulo Sérgio Bezerra, responsável pela Paróquia Nossa Senhora do Carmo, a elaborar um abaixo-assinado, pedindo sua remoção. O pároco argumenta que não foi consultado a respeito da instalação e os bancos permanecem vazios durante o dia.

“O largo não é um lugar de passagem. Há movimento grande de pedestres na rua de baixo, onde tem comércio. O conceito do parklet é bom, mas sem planejamento e diálogo com a comunidade não funciona”, diz o metalúrgico Ernesto Gonçalves, de 27 anos, frequentador da igreja. A Subprefeitura de Itaquera informou que realizará um estudo para analisar a permanência da estrutura no local.

Na Casa Verde, zona norte, a Prefeitura resolveu instalar a minipraça na frente de duas escolas municipais, em via de mão dupla, com característica residencial. Os moradores temem que o parklet passe a ser ponto de encontro dos jovens no período noturno, o que atrapalharia o sossego. Além disso, o espaço pode provocar acidentes, pois está no meio da rua, sem proteção de carros estacionados nas laterais.

Na quarta-feira, a reportagem presenciou vários veículos, incluindo ônibus, avançando na pista contrária para ultrapassar o novo equipamento. “Isso aqui é muito perigoso. Ninguém aqui da rua está contente”, disse um morador que não quis se identificar. Segundo a Prefeitura, a via foi escolhida por causa da creche e também porque recebe às sextas-feiras um ônibus-biblioteca para empréstimos de livros.

Quem trabalha em São Miguel Paulista, zona leste, está satisfeito com o espaço inaugurado na Rua José Otoni, na frente do calçadão comercial. “Achei legal instalar bancos para a gente sentar e descansar. Só espero que cuidem da manutenção”, disse a auxiliar de limpeza Izabel Cristina, de 48 anos. 

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