Santuário NS das Dores/Divulgação
Santuário NS das Dores/Divulgação

Padre e freira morrem de covid-19 no mesmo dia; Igreja Católica no Brasil soma 46 óbitos

Surto em convento no interior paulista provocou pelo menos 11 contaminações; terça será de homenagem a vítimas da doença

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2021 | 18h13

SOROCABA - A Arquidiocese de Botucatu, interior de São Paulo, comunicou nesse domingo, 31, as mortes do padre Sebastião dos Santos e da freira Maria Aparecida de Oliveira, ambos pela covid-19. Desde o início da pandemia, 43 sacerdotes e três bispos morreram com a doença no país, segundo a Comissão Nacional de Presbíteros, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Não há levantamento sobre o número de religiosas vítimas da doença. Nesta terça-feira, 2, a CNBB promove um dia nacional de oração pelas vítimas da pandemia.

O padre Sebastião tinha 48 anos e era pároco do Santuário Nossa Senhora das Dores, em Avaré. Ele estava internado em um hospital particular de Botucatu. O corpo do sacerdote foi sepultado no domingo, sem velório, no Cemitério Municipal de Cerqueira César, na mesma região. Ele havia atuado também como pároco em Laranjal Paulista. A cidade decretou luto oficial.

No mesmo dia, faleceu a freira Maria Aparecida de Oliveira, de 97 anos, também em decorrência da covid-19. A religiosa pertencia à Congregação Servas do Senhor. O corpo foi sepultado no Cemitério Portal das Cruzes. Maria Aparecida era uma das 11 freiras contaminadas durante um surto do novo coronavírus no Convento das Servas do Senhor. Outras três continuam internadas no Hospital das Clínicas de Botucatu, uma em estado grave. As demais religiosas estão em isolamento.

A CNBB adotou cuidados especiais em relação aos seus bispos, já que a maioria tem mais de 60 anos e estão em grupo de risco. Mesmo assim, em abril do ano passado, o bispo emérito da Paraíba, d. Aldo Pagotto, morreu após contrair a doença. Em julho, foi registrado o óbito do bispo de Palmares (PE), D. Henrique Soares da Costa. Em janeiro deste ano, a vítima da covid-19 foi o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, d. Eusébio Scheid.

ORAÇÃO

Nesta terça-feira, 2, a CNBB realiza o Dia de Oração diante da pandemia da covid-19. Na liturgia da Igreja, o dia marca a festa da apresentação de Jesus no templo e também é dedicado à Nossa Senhora da Luz. Conforme o bispo auxiliar da arquidiocese do Rio e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, a data foi escolhida para fortalecer a esperança dos brasileiros frente às incertezas provocadas pela pandemia. “Queremos, com este dia de oração, pedir a Deus para alimentar nossa esperança e ânimo para nos mantermos firmes no enfrentamento à pandemia”, disse.

A CNBB pede que, durante as orações, os fiéis acendam uma vela, como sinal de esperança. A programação começa à 9 horas, com missa no Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Belo Horizonte, celebrada por dom Walmor de Azevedo, arcebispo da capital mineira e presidente da CNBB. Às 19 horas, no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, será rezado o terço. Às 21 horas, haverá a Oração da Noite na Capela Nossa Senhora Aparecida, na sede da CNBB, em Brasília. Todas as celebrações serão mostradas ao vivo em redes sociais.

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