Padrasto é suspeito de estuprar enteada de 3 anos

Criança foi socorrida, mas morreu no hospital; servente era procurado por roubo, segundo delegado

Daniela do Canto, Central de Notícias

18 Fevereiro 2009 | 04h26

Uma menina de 3 anos morreu no final da manhã desta terça-feira, 17, depois de sofrer abuso sexual e agressões físicas em Americanópolis, na zona sul de São Paulo. O principal suspeito do crime é o padrasto da criança, o servente Odilon Barbosa de Assis, 23 anos. Ele foi levado ao 97º Distrito Policial (Americanópolis) somente para averiguação, mas acabou preso porque, na delegacia, a Polícia descobriu que o suspeito é procurado por roubo. De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 97º DP, a madrinha da vítima, a cobradora Rosimeire Moreira da Silva, 36, foi até a delegacia no final da tarde de terça-feira para avisar sobre a morte da menina, da qual foi comunicada via telefone por funcionários do Hospital Municipal Dr. Arthur de Ribeiro Saboya. A cobradora disse à polícia que a criança esteve na sua casa até perto das 22 horas da segunda-feira, 16, quando Assis, acompanhado pela mãe da menina, Jacilene Santos Caetano, foi buscá-la e a levou para a residência do casal. Ainda conforme o relato de Rosimeire, na manhã seguinte a vítima deu entrada no hospital. Depois de comunicados da morte, os policiais foram até a casa de Assis e Jacilene e levaram o servente de pedreiro à delegacia, onde descobriram que ele era procurado. Quando foi ao 97º DP, Rosimeire portava um guia de encaminhamento de cadáver assinado pelo médico Cláudio André Salum Faria, que apontava como causa provável da morte agressão física (asfixia) e abuso sexual. Nele, o médico explicava que a menina sofreu a agressão por terceiros e morreu durante os primeiros socorros, depois de uma massagem cardíaca. O médico afirmou no documento que a criança deu entrada no hospital com parada cardiorrespiratória, sinais de agressão, hematomas na região cervical anterior, no abdome, região escapular direita e dilatação anal e vaginal. Diversos exames foram solicitados pela Polícia Civil para a apuração do caso. Eles devem apontar quais os tipos de agressão sofridos pela vítima. Também foram solicitados testes de DNA e exames toxicológicos completos. No BO, a Polícia ressalta que, com as provas obtidas até agora, não é possível prender Assis em flagrante pela morte da enteada, mas mesmo assim ele não deixa de ser o principal suspeito do crime. Enquanto o servente permanece preso por roubo, a Polícia Civil espera que os resultados dos exames solicitados na perícia fiquem prontos. Assis deve ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros. O caso foi registrado como estupro, atentado violento ao pudor, homicídio qualificado - por motivo fútil e emprego de meio insidioso ou cruel, ou que resulte em perigo comum - e captura de procurado. (Colaboraram Ricardo Valota e Paulo Maciel)

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