Padrasto é morto e mãe acaba baleada na frente de garoto

Família foi atacada ao voltar para casa; ele reagiu e foi baleado, assim como a mulher, cujo estado é grave

Pedro Marcondes de Moura, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2010 | 00h00

Um garoto de 11 anos viu o padrasto ser assassinado e a mãe, baleada, por bandidos no fim da noite de anteontem, no Socorro, zona sul de São Paulo. Os criminosos buscavam uma bolsa na qual estava o faturamento diário da churrascaria da família. O menino não se feriu e o estado de saúde da mãe é grave.

Por volta das 23 horas, o casal e o menino deixaram o restaurante, que fica na Avenida Robert Kennedy, Interlagos, também na zona sul. O padrasto, Josenilson da Silva Macedo, de 36 anos, seguiu na frente, em uma moto. O menino e a mãe, Juseli Mendes, de 38, o seguiam em um Hyundai Tucson. Na bolsa, a mulher levava o faturamento da churrascaria.

Na Rua Pedro Andrade Lemos, próximo do prédio da família, dois homens em uma moto e com os rostos cobertos se aproximaram do carro. Um terceiro comparsa ficou observando de longe. Segundo a polícia, os assaltantes dominaram mãe e filho e pediram a bolsa com o dinheiro. Juseli tentou distraí-los, oferecendo outros objetos. Ao ver a família em perigo, Josenilson retornou com a moto. Quando se aproximou, foi baleado duas vezes, no peito e na cabeça.

Em reação, a mulher saiu do carro e foi na direção do marido. Os assaltantes novamente atiraram, baleando duas vezes Juseli, que caiu no chão. Assustado, o garoto entregou a bolsa aos bandidos, que fugiram. O total roubado não foi divulgado.

A costureira Márcia Silva, moradora da rua em que ocorreu o crime, conta que o menino estava desesperado. "Ele gritava sem parar pedindo socorro", conta. Juseli foi levada para o Hospital Geral de Pedreira, na zona sul da capital paulista onde foi operada. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, ela está internada na unidade de terapia intensiva (UTI) em estado grave. O marido chegou a ser levado para o Hospital Regional Sul, mas morreu.

Investigação. Ninguém foi identificado. Segundo o delegado Nilton Fernando Montoro, frequentemente as vítimas transportavam grandes quantias de dinheiro. "Uma das linhas de investigação é de que esse hábito tenha motivado o crime." A síndica do condomínio onde a família mora, Cecília Ferreira, afirmou que Josenilson recentemente havia sofrido uma tentativa de assalto.

O delegado afirmou que desde a madrugada de ontem os investigadores do 102.º Distrito Policial foram deslocados para o caso. "Esperamos prender em breve esses bandidos", disse.

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