Pacote de tributos dobra orçamento em ano eleitoral

O pacote tributário lançado pela gestão Gilberto Kassab poderá engordar os cofres municipais em R$ 4,4 bilhões em 2012, ano em que o prefeito pretende fazer seu sucessor pelo novo partido, o PSD. O volume praticamente dobra a capacidade de investimentos da Prefeitura, estimada em R$ 5,7 bilhões para 2011.

Diego Zanchetta e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

Se alcançar sucesso nas frentes lançadas para receber multas atrasadas, antecipar o recebimento de dívidas e cobrar o IPTU proporcional, o prefeito terá para o próximo ano mais de R$ 10 bilhões para investimentos, o que poderia ajudá-lo na missão de tirar suas promessas de campanha do papel (apenas 15 das 223 metas previstas para conclusão até o fim de 2012 foram finalizadas, segundo último balanço da Agenda 2012).

Para destravar o andamento das metas, a aposta é o pacote tributário - já chamado de "X-Tud0" na Câmara -, que quase dobra o poder de investimentos para 2012. Somente em "multas de postura" e de trânsito, o prefeito espera receber R$ 2,3 bilhões de 760 mil devedores, que estarão sob risco de ficar com nome sujo na praça. A venda da dívida do PPI e o saque dos depósitos judiciais preveem acréscimo de R$ 1,5 bilhão. Sob o mesmo guarda-chuva, ainda estão o programa da Nota Fiscal Paulistana, criado para evitar sonegação de serviços como valets e de segurança, e o IPTU proporcional. Por outro lado, essas propostas podem virar "bandeiras" nas mãos dos adversários do candidato de Kassab na eleição de 2012.

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