Pacote de ex vai parar na Polícia

Mulher desconfiou de caixa com fitas pretas

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2012 | 03h03

Uma caixa com laços pretos e adesivos com a palavra "frágil" desencadeou anteontem uma onda de terror em uma empresária de 48 anos. Desesperada, ela procurou o 91.º Distrito Policial (Ceagesp) e mobilizou o esquadrão antibombas da Polícia Militar. No fim, descobriu que o "artefato" trazia no interior apenas presentes dados a um ex-namorado, que resolveu devolvê-los após os dois terminarem.

A empresária contou que recebeu a caixa em seu escritório à tarde. A encomenda foi entregue por um motoboy. O fato de a correspondência não ter remetente despertou as primeiras suspeitas. A inscrição "frágil" aumentou a sensação de que estaria diante de uma ameaça.

Sem saber se deveria abrir ou não a encomenda, a mulher ligou para o advogado. Perguntou o que deveria fazer diante da caixa misteriosa. Segundo ela, o advogado a orientou a procurar a polícia, já que estava receosa.

Antes de chegar à delegacia, a empresária circulou em seu carro, com a caixa, por cerca de quatro horas. No 91.º DP, contou tudo o que havia acontecido. "Ela se assustou ao receber a caixa, não queria abri-la e, para evitar qualquer risco, resolvi chamar o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais)", disse o delegado José Roberto de Arruda, responsável por registrar o caso. Segundo ele, a mulher não havia recebido qualquer ameaça anterior.

Detonação. A caixa foi colocada no pátio do 91.º DP. O Gate montou todo o aparato necessário para detoná-la, incluindo uma pequena quantidade de explosivo na encomenda e um médico para qualquer eventualidade. A área ao redor foi isolada. A explosão revelou livros, dois folders da Igreja Anglicana, relógios, CDs e duas echarpes - os presentes dados ao ex, que voltaram, chamuscados, às mãos da empresária. / W.C.

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