Pacientes vão receber panfletos contra o Mais Médicos

Conselho Federal de Medicina (CFM) vai tentar levar o debate para os consultórios e convencer que a ação é negativa

Débora Álvares / Brasília, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2013 | 02h04

Contrário à Medida Provisória que institui o programa Mais Médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) vai iniciar um empreitada contra a medida, apelando para os pacientes, e tentando convencê-los de que a ação é negativa. "Vamos lutar, até mesmo esclarecendo a população de que se trata de uma farsa, que é apenas um engodo porque não faltam médicos no Brasil", afirmou o presidente do conselho, Roberto D'Ávila.

Segundo D'Ávila, a conscientização se dará por meio de panfletos que serão entregues a pacientes e também de orientação boca a boca nos consultórios e hospitais. Para o presidente do CFM, a MP é "improvisada, eleitoreira, imediatista e populista" e atende a "interesses que serão consolidados em 2014". "A cada paciente que atendermos, vamos entregar um folheto, vamos orientar, dizer que não é assim que se faz saúde, que isso é fruto apenas de uma maquiagem, ilusionismo para atender interesses que serão consolidados - e não espero que aconteça isso -, mas serão consolidados em 2014", afirmou.

Ontem, entidades médicas estiveram no Senado para entregar um abaixo-assinado com 42 mil assinaturas contra a MP. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) recebeu o grupo e disse, apenas, que o Congresso vai analisar na sua primeira reunião após o recesso, marcada para 20 de agosto, o veto ao Ato Médico, que restringia a atuação dos profissionais. A presidente Dilma vetou dez pontos da legislação.

Comissão especial. Na quarta-feira, o governo teve sua primeira derrota na tentativa de acelerar a análise da MP do Mais Médicos. A bancada médica da Câmara boicotou a reunião de instalação da comissão especial e, sem a quantidade de integrantes necessária para dar início ao trâmite, a reunião foi marcada para a próxima terça-feira.

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