Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Pacientes relatam casos de abuso sexual em clínica de Farah

Ex-cirurgião, condenado em 2008 a 13 anos de prisão pela morte da amante Maria do Carmo Alves, voltou ao banco dos réus nesta segunda-feira

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2014 | 20h25

SÃO PAULO - Testemunhas de acusação do júri do ex-cirurgião Farah Jorge Farah, acusado de matar e esquartejar uma paciente e amante, trouxeram à tona casos de supostos abusos sexuais contra mulheres que foram clientes da clínica onde ocorreu a morte da vítima.

O delegado responsável pelo inquérito, em 2003, Italo Miranda Júnior contou que pacientes o procuraram dizendo que ficaram dopadas e sentiam cheiros de frutas nas cirurgias. Algumas delas, que passaram por operações nos seios, reclamavam de dores na vagina. "Ele dizia que era efeito dos remédios", afirmou o delegado.

Maria das Graças Amaro, ex-paciente, teve uma necrose no umbigo após passar pelo consultório. "Eu só lembrava de ele falando no meu ouvido 'quer namorar comigo?' e de quando eu voltava em casa e sentia meu corpo diferente."

O juiz Rodrigo Tellini ouvirá as testemunhas até as 22h. Os trabalhos retomam às 10h30 desta terça feira.

Caso. Réu confesso, o ex-cirurgião Farah Jorge Farah, condenado em 2008 a 13 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver, voltou nesta segunda-feira, 12, banco dos réus. Desde que o primeiro julgamento foi anulado a pedido da defesa no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em janeiro de 2013, o novo júri foi adiado cinco vezes.

Farah Jorge Farah foi preso três dias depois de ter matado a amante Maria do Carmo Alves, de 49 anos, com requintes de crueldade, em 2003.

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