Pacientes aprovam centro de tratamento

Quem frequenta aprova, e com poucas ressalvas. Em seis meses de funcionamento, a maior reclamação dos usuários do Complexo Prates é a baixa oferta de leitos no albergue adulto, com capacidade para atender até 110 homens. Sem vaga, muitos dormem na rua ou acabam voltando para a cracolândia.

O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2012 | 03h03

Segundo a Prefeitura de São Paulo, homens são a maioria entre os usuários - cerca de 90% dos pacientes atendidos nos serviços de saúde, por exemplo.

Atualmente, 331 pacientes cadastrados recebem tratamento contra o vício, em um universo de 1,3 mil acolhimentos no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Na Assistência Médica Ambulatorial (AMA), foram 9 mil atendimentos clínicos, de acordo com levantamento da Secretaria Municipal da Saúde.

A Prefeitura nega que faltem vagas para tratamento. O que pode ocorrer é não ter horário disponível nos postos do complexo. Nesse caso, o paciente é encaminhado para outra unidade - são 25 ao todo. Ontem, nem Caps nem AMA estavam cheios.

Distração. Mais do que afastar das ruas, o centro de convivência distrai o usuário de drogas. Para um auxiliar administrativo de 37 anos, as atividades oferecidas no espaço ajudam o dependente a permanecer mais tempo longe do vício. "Aprendi a controlar. Aqui, você dá um tempo no consumo. O problema é que tem muita gente que vem da cracolândia para cá, mas que acaba voltando por vontade própria."

Há dois meses fora da cracolândia, um jardineiro de 50 anos afirmou que engordou mais de 20 quilos desde que passou a frequentar o complexo. "Você come, dorme e faz cinco refeições por dia. É muito bom", disse. Segundo ele, o fundamental é ter força de vontade para mudar.

Mulheres representam apenas 5% dos usuários do complexo. Adolescentes completam a lista. / A.F. e WILLIAM CARDOSO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.